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Vice-presidente da Comissão Europeia diz que ameaça contra um Estado-membro é ameaça contra UE

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Comissão Europeia garantiu estar "pronta para agir" e proteger os interesses comerciais da UE, após as ameaças de Donald Trump de represálias a Espanha devido à oposição à guerra contra Irão.

O vice-presidente executivo da Comissão Europeia para a Prosperidade e Estratégia Industrial, Stéphane Séjourné, considerou esta quarta-feira que "qualquer ameaça comercial dirigida a um Estado-membro é uma ameaça contra a União Europeia (UE)", dadas as advertências norte-americanas a Espanha.

"Não vou entrar em todos os pormenores aqui porque se trata de uma questão de defesa, mas quero falar sobre comércio: qualquer ameaça contra um Estado-membro é, por definição, uma ameaça contra a UE", disse Stéphane Séjourné.

Em conferência de imprensa no dia em que apresentou a nova lei do acelerador industrial da União, o responsável vincou que "o comércio é uma competência da UE", respondendo às ameaças do Presidente norte-americano, Donald Trump, concretamente sobre Espanha.

Na UE, cabe à Comissão Europeia gerir a política comercial do bloco comunitário.

Comparando tais ameaças com as que foram feitas em relação à Gronelândia, território autónomo da Dinamarca, Stéphane Séjourné lembrou a "unidade" comunitária de então.

Esta quarta-feira, a Comissão Europeia garantiu estar "pronta para agir" e proteger os interesses comerciais da UE, após as ameaças do Presidente norte-americano, Donald Trump, de represálias a Espanha devido à oposição à guerra contra Irão.

"A Comissão garantirá que os interesses da UE sejam totalmente protegidos. Estamos em total solidariedade com todos os Estados-membros e todos os seus cidadãos e, através da nossa política comercial comum, estamos prontos para agir, se necessário, para salvaguardar os interesses da União", indicou o porta-voz do executivo comunitário para a área comercial, Olof Gill.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, reiterou que está contra a guerra no Médio Oriente iniciada com ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irão e que não vai mudar de posição "simplesmente por medo a represálias".

Sánchez fez esta declaração sobre a posição de Espanha sobre o conflito entre Estados Unidos, Israel e o Irão depois de críticas e ameaças ao Governo espanhol por parte do Presidente norte-americano, Donald Trump.

"Espanha tem sido terrível. Vamos cortar todo o comércio com Espanha. Não queremos ter nada a ver com Espanha", afirmou na terça-feira Donald Trump.

Espanha rejeitou a utilização por parte dos Estados Unidos das bases militares de Rota e Morón, no sul do país, para as operações relacionadas com os ataques ao Irão lançados no sábado, o que levou os norte-americanos a deslocar os aviões cisterna de abastecimento de outras aeronaves que tinha em território espanhol para bases noutros países da Europa.

Correio da Manhã
 
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