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As tempestades que passaram por Portugal nas últimas semanas também tiveram impacto no setor dos ovos, sendo que é previsível que os preços deste alimento subam. Fala-se mesmo de "um dos invernos mais negros" para a avicultura.
De acordo com o Expresso, além da destruição de infraestruturas, o setor está também a lidar com uma quebra na produção de ovos, resultado direto da mortalidade de aves e prejuízos que podem atingir os 40 milhões de euros.
A Associação Nacional dos Centros de Abate e Indústrias Transformadoras alerta mesmo que cerca de 80 mil galinhas poedeiras morreram na sequência das tempestades, um número que ainda provisório, segundo o semanário.
Ora, esta situação deverá traduzir-se numa redução imediata de cerca de 5% na produção nacional de ovos, com efeitos na oferta e pressão sobre os preços, que deverão, assim, aumentar.
Importa ainda sublinhar que a recuperação do setor será lenta: Vão ser necessárias cerca de 20 semanas desde a chegada de novas aves aos aviários até que estas comecem a produzir ovos ou estejam aptas para consumo. Até lá, esperam-se perturbações na oferta e ajustes nos preços.
Impacto do mau tempo nos preços
Na semana passada, recorde-se, em declarações à Rádio Renascença, o secretário-geral da Confederação de Agricultores de Portugal (CAP), Luís Mira, diz que é fundamental "sossegar os consumidores" e afirma "que não vai faltar nenhum produto", nem "vai haver uma subida extraordinária" de preços, porque "isto aconteceu aqui em Portugal e nós vivemos num mercado único europeu.
"O consumidor não vai notar porque quando o produto não vem de um lado, vem do outro", disse Luís Mira.
Por outro lado, o secretário-geral da Associação Portuguesa de Empresa de Distribuição (APED), Gonçalo Lobo Xavier, disse, em declarações ao mesmo meio de comunicação, que "temos que nos concentrar agora nas questões imediatas", mas não se compromete com uma resposta relativamente ao impacto nos preços e escassez, argumentando que, neste momento, é "extemporânea".
"Se isto vai ter efeitos dentro de um ou dois meses no mercado, é muito extemporâneo dizê-lo e não contribui para a resolução dos problemas. Neste momento, estamos focados no abastecimento, na manutenção da logística, na ajuda à produção primária", sublinhou Gonçalo Lobo Xavier.
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