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Eslováquia e Hungria exigiram a Kiev restabelecimento de oleoduto russo
Países ameaçaram cortar o fornecimente de energia elétrica e gás à Ucrânia caso Kiev mantenha encerrado o oleoduto que transporta crude russo para os dois países.
A Eslováquia e a Hungria ameaçaram cortar o fornecimente de energia elétrica e gás à Ucrânia caso Kiev mantenha encerrado o oleoduto que transporta crude russo para os dois países.
A Hungria, juntamente com a Eslováquia, é o aliado mais próximo de Moscovo na União Europeia e compra pelo menos 65% do petróleo e 85% do gás à Rússia.
Os dois países afetados solicitaram à Croácia que permita o transporte de crude russo através do oleoduto Adria, através do Mar Adriático.
Zagreb negou o pedido, alegando que a importação de petróleo russo é injustificada.
O Governo da Hungria anunciou na quarta-feira a suspensão das exportações de gasóleo para a Ucrânia devido à interrupção do funcionamento do oleoduto para a Hungria.
Na mesma linha, o governo eslovaco liderado por Robert Fico, que, tal como a Hungria mantém laços estreitos com a Rússia, voltou a acusar hoje a Ucrânia de bloquear o trânsito de petróleo russo através do oleoduto de Druzhba "por motivos políticos".
A Eslováquia enviou hoje uma nota diplomática a Kiev a solicitar explicações sobre os danos na estação de abastecimento perto da cidade ucraniana de Brody, que a Ucrânia atribuiu aos bombardeamentos russos e que interromperam o fluxo de combustível "por razões técnicas".
O Executivo de Bratislava comunicou que pretende verificar a situação no local.
"Queremos ver com os nossos próprios olhos o que aconteceu, se o dano é como diz a Ucrânia, ou se é uma invenção, porque os nossos serviços de informações afirmaram que a estação foi reparada e está pronta para receber o petróleo", declarou Fico através das redes sociais.
O Governo húngaro, que mantém relações com a Rússia, também voltou a acusar a Ucrânia de chantagem.
"Cortámos no fornecimento de gasóleo e estamos a considerar a mesma possibilidade para a eletricidade e o gás", disse o ministro do Interior da Hungria, Gergely Gulyás, em declarações aos jornalistas em Budapeste.
O ministro afirmou que o Governo de Viktor Orbán considera "inaceitável" que a Ucrânia não tenha retomado o fluxo de crude russo para a Hungria.
Segundo Gulyás, Kiev está a causar danos intencionalmente a dois Estados-membros da União Europeia: a Hungria e a Eslováquia, "violando as regras da União Europeia".
A Hungria vai realizar eleições parlamentares a 12 de Abril, e o partido de Orbán, o Fidesz, está a concentrar parte da campanha na crítica à Ucrânia, que acusa de tentar interferir nas eleições.
Correio da Manhã
Países ameaçaram cortar o fornecimente de energia elétrica e gás à Ucrânia caso Kiev mantenha encerrado o oleoduto que transporta crude russo para os dois países.
A Eslováquia e a Hungria ameaçaram cortar o fornecimente de energia elétrica e gás à Ucrânia caso Kiev mantenha encerrado o oleoduto que transporta crude russo para os dois países.
A Hungria, juntamente com a Eslováquia, é o aliado mais próximo de Moscovo na União Europeia e compra pelo menos 65% do petróleo e 85% do gás à Rússia.
Os dois países afetados solicitaram à Croácia que permita o transporte de crude russo através do oleoduto Adria, através do Mar Adriático.
Zagreb negou o pedido, alegando que a importação de petróleo russo é injustificada.
O Governo da Hungria anunciou na quarta-feira a suspensão das exportações de gasóleo para a Ucrânia devido à interrupção do funcionamento do oleoduto para a Hungria.
Na mesma linha, o governo eslovaco liderado por Robert Fico, que, tal como a Hungria mantém laços estreitos com a Rússia, voltou a acusar hoje a Ucrânia de bloquear o trânsito de petróleo russo através do oleoduto de Druzhba "por motivos políticos".
A Eslováquia enviou hoje uma nota diplomática a Kiev a solicitar explicações sobre os danos na estação de abastecimento perto da cidade ucraniana de Brody, que a Ucrânia atribuiu aos bombardeamentos russos e que interromperam o fluxo de combustível "por razões técnicas".
O Executivo de Bratislava comunicou que pretende verificar a situação no local.
"Queremos ver com os nossos próprios olhos o que aconteceu, se o dano é como diz a Ucrânia, ou se é uma invenção, porque os nossos serviços de informações afirmaram que a estação foi reparada e está pronta para receber o petróleo", declarou Fico através das redes sociais.
O Governo húngaro, que mantém relações com a Rússia, também voltou a acusar a Ucrânia de chantagem.
"Cortámos no fornecimento de gasóleo e estamos a considerar a mesma possibilidade para a eletricidade e o gás", disse o ministro do Interior da Hungria, Gergely Gulyás, em declarações aos jornalistas em Budapeste.
O ministro afirmou que o Governo de Viktor Orbán considera "inaceitável" que a Ucrânia não tenha retomado o fluxo de crude russo para a Hungria.
Segundo Gulyás, Kiev está a causar danos intencionalmente a dois Estados-membros da União Europeia: a Hungria e a Eslováquia, "violando as regras da União Europeia".
A Hungria vai realizar eleições parlamentares a 12 de Abril, e o partido de Orbán, o Fidesz, está a concentrar parte da campanha na crítica à Ucrânia, que acusa de tentar interferir nas eleições.
Correio da Manhã
