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Informação Acha que sabe tudo sobre obesidade? Eis os 6 mitos mais recorrentes

Lordelo

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Segundo os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE) referentes ao ano de 2022, “mais de metade da população residente no país com 18 ou mais anos tinha excesso de peso (37,3%) ou obesidade (15,9%)”. Revelam ainda que "a prevalência de obesidade era semelhante para ambos os sexos e afetava sobretudo as pessoas a partir dos 45 anos (19,3%)”.


Esta quarta-feira, 4 de março, assinala-se o Dia Mundial da Obesidade. É uma doença ainda com muito estigma associado e também desinformação. Existem várias afirmações sobre o tema que não passam de mitos e que é importante esclarecer.





O Houston Methodist e o Centre for Obesity Management falaram com alguns especialistas para explicar alguns dos mitos que estão associados a esta condição saiba tudo.


Mito 1- A obesidade é causada principalmente pela falta de força de vontade e autocontrolo


A explicação: “Quando se trata de perda e controlo de peso em pessoas com obesidade, o que entendemos é que nem sempre a falta de educação nutricional, a falta de força de vontade, a alimentação excessiva ou a preguiça são os fatores que contribuem para o excesso de peso. Lembro sempre a todos os pacientes que quando os atendo para avaliações psiquiátricas, que também pode ser que elas não estejam a alimentar-se da melhor forma. Por vezes, o aceso a alimentos saudáveis, incluindo o custo, influencia muitas das decisões e escolhas que fazemos, e isso pode, em última análise, levar as pessoas a sentirem que não conseguem controlar a própria saúde”, revela Kimberly Gallien.


Mito 2 - Pessoas com obesidade são menos ativas


A explicação: “É um equívoco comum pensar que pessoas com obesidade são preguiçosas e deveriam sair do sofá. Além disso, a falta de atividade física também é influenciada pelo ambiente em que as pessoas vivem. Bairros com boa infraestrutura e o acesso a instalações recreativas são determinantes sociais da saúde reconhecidos,. Ao lidar com uma doença metabólica como a obesidade, precisamos de olhar para a pessoa como um todo, não apenas para o que aparece na balança, e perceber que esse resultado costuma ser distorcido por fatores que estão além do nosso controlo”, continua o médico.


Mito 3 - O Índice de Massa Corporal (IMC) é um bom indicador de peso saudável


A explicação: “O que digo às pessoas é que o IMC deixa de ser relevante depois de nascer. Essa métrica foi criada para pessoas e por pessoas cujo tipo de corpo não existe mais. Uma das principais desvantagens do IMC é que não diferencia entre massa muscular e massa gorda. É por isso que, frequentemente, atletas, com alta massa muscular, são classificados como acima do peso ou obesos pela escala. Nem toda gordura é igual. A gordura armazenada logo abaixo da pele, é chamada de gordura subcutânea e geralmente é considerada menos prejudicial do que a gordura visceral, aquela que fica atrás dos músculos abdominais e não é visível.”


Mito 4- A obesidade é uma doença bem compreendida


A explicação: “Como a obesidade tem muitas causas, fatores e influências, ainda não há consenso sobre o que exatamente a leva a desenvolver-se. Sim, a nutrição e o exercício físico desempenham um papel, mas a genética também, incluindo o apetite, o armazenamento de gordura e o metabolismo. Além disso, o peso não é o único indicador de saúde.”


Mito 5- Perder peso é principalmente perder peso


A explicação: “Para muitas pessoas com obesidade, a perda de peso faz parte de sua jornada de saúde, mas não é a única coisa com que se devem preocupar. Pense em compo tentou melhorar a sua saúde ou fazer alguma mudança na vida, e começou a fazer a mesma coisa todos os dias, mas a cada dia obtinha resultados diferentes. É assim que funciona a perda de peso."


Mito 6 - A cirurgia bariátrica cura a obesidade


A explicação: “A cirurgia bariátrica é por vezes vista como uma cura para a obesidade, mas a obesidade é uma doença crónica complexa que não tem uma solução única. A cirurgia bariátrica é uma opção de tratamento muito eficaz para a obesidade e pode estar associada à remissão de muitas doenças, como diabetes tipo 2 e apneia do sono, e à redução da mortalidade por diversas causas”, lê-se no site do Centre for Obesity Management.

IN:NM
 
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