- Entrou
- Ago 4, 2007
- Mensagens
- 50,652
- Gostos Recebidos
- 1,227
O clube 'encarnado' e a operadora de telecomunicações confirmaram, na segunda-feira, um acordo de 104,6 milhões de euros (ME) para os direitos de transmissão televisiva e multimédia dos jogos como anfitrião nas épocas 2026/27 e 2027/28, ao qual se somam 2,4 ME em exploração publicitária e 7,2 ME em publicidade dinâmica, valores que, para Miguel Farinha, constituem uma "ótima notícia" para o futebol luso, que "continua a demonstrar mais valor de ano para ano".
"Pela leitura dos contratos, temos sempre um valor pelos direitos televisivos acima dos 50 ME por época. Tendo em conta que o Benfica tinha um valor anterior na casa dos 40 ME, parece-me que há uma valorização importante deste produto ao fim destes anos", vincou à Lusa o 'county managing partner" da consultora que elabora o Anuário do Futebol Profissional Português.
Após 10 épocas nas quais vendeu os direitos televisivos à NOS por 400 ME -- 40 ME por época -, o Benfica conseguiu uma valorização de, pelo menos, 20%, o que a aplicar-se à Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) como "um todo" permitiria a subida dos 200 ME que constam "dos estudos sobre o futebol em Portugal" para os 250 ME, precisamente o intervalo que tem sido divulgado pela comunicação social acerca do processo de centralização.
"Isso indica que, aparentemente, os valores são compatíveis com a expectativa da LPFP. Se extrapolarmos a valorização que o Benfica conseguiu para o futebol como um todo, e relembro que o Benfica faz parte do ecossistema da LPFP, diria que os valores podem ser bastante simpáticos", acrescentou.
O responsável da EY Portugal frisou ainda que o clube da Luz colocou "a barra mais alta" no "valor que lhe é implícito" por época e lembrou que "o princípio base do processo de centralização" é que "nenhuma das sociedades desportivas seja prejudicada".
Os direitos audiovisuais dos dois escalões profissionais do futebol português vão passar a ser negociados de forma centralizada, a partir de 2028/29, na sequência do modelo promulgado em março de 2021, resultante do memorando de entendimento assinado em 19 de janeiro do mesmo ano por Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e LPFP.
O decreto-lei diz especificamente que "as propriedades comerciais" em causa são o jogo de futebol, "o pré-jogo, o pós-jogo, com as 'flash interviews' e os resumos passados pelos canais generalistas", detalhou Miguel Farinha.
A LPFP criou a empresa Liga Centralização para conduzir o processo, que reúne representantes de Alverca, FC Porto, Sporting de Braga, Sporting, Vitória de Guimarães, Feirense, Leixões e Marítimo.
O Benfica integrou a gerência da Liga Centralização, mas suspendeu esse lugar em 09 de julho de 2025, numa das posições expressas numa carta enviada ao presidente da LPFP, Reinaldo Teixeira, na sequência da arbitragem de Luís Godinho na final da Taça de Portugal, perdida frente ao Sporting, após prolongamento, por 3-1, em 25 de maio do ano passado.
O presidente da LPFP deu conta de um "consenso inicial" acerca da centralização na Cimeira de Presidentes realizada em 04 de dezembro do ano passado.
IN:NM
