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Embora esta não seja uma ideia bem aceite, inevitavelmente, iremos envelhecer. Contudo, não pense que a velhice é caracterizada, exclusivamente, pelas mudanças físicas — a condição psíquica também vai sofrendo alterações graduais.
Aliás, nalguns casos é um dos principais elementos responsáveis por acelerar esse envelhecimento, mas há uma forma de o impedir — ou pelo menos, atrasar: Não se isole!
De acordo com uma investigação publicada no Journal of Gerontology, o isolamento durante a velhice é um dos hábitos (pouco recomendado) que chega a estar relacionado com um maior risco de demência. Entre esta vasta lista de patologias está a doença de Alzheimer, que é, segundo estes especialistas, a causa mais comum, e está associado a problemas de memória e declínio cognitivo.
Além dos condicionamentos físicos, que podem reduzir parcialmente as deslocações dos idosos, segundo o National Geographic, o isolamento gradual proveniente dessas condições, também os torna "socialmente mais frágeis" à medida que envelhecem.
Suraj Samtani, psicólogo clínico do Centro para o Envelhecimento Cerebral Saudável da Universidade de New South Wales, na Austrália, e um dos autores do estudo, revelou à mesma fonte que essa fragilidade social "inclui solidão, mas é muito mais ampla do que isso".
"Ser socialmente frágil significa ter menos pessoas na nossa rede, mas também, de forma crucial, menos pessoas com quem nos sentimos próximos, ou menos pessoas em quem possamos confiar", acrescenta.
Neste estudo de 260 dos participantes que foram diagnosticados com demência, em média, estes investigadores constataram que "pessoas socialmente mais frágeis têm risco de demência 50% mais elevado do que pessoas que não são frágeis".
No entanto, não pense que já vai tarde, Suraj Samtani esclarece que as "conexões sociais atrasam o declínio cognitivo mesmo para pessoas que já foram diagnosticadas com demência".
À medida que envelhecemos a tendência é, de facto, a quebrar conexões, contudo, estes especialistas reforçam a necessidade de se combater essa "epidemia da solidão", com o objetivo de reverter os números de demência provenientes dos "laços sociais mais enfraquecidos".
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