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Seis anos de terror em Lisboa: menina começou a ser abusada aos 10 anos pelo irmão mais velho
Polícia Judiciária deteve os três familiares da vítima, que tem agora 16 anos. Contou aos pais e estes nada fizeram.
É um caso de que não há memória recente na Grande Lisboa, confessa fonte da Polícia Judiciária, que não esconde o choque com a situação. Um casal perfeitamente estruturado, com empregos, casa e vida financeira estáveis, permitiu que o filho mais velho abusasse sexualmente da filha quatro anos mais nova. Os crimes começaram em 2020, durante o confinamento por causa da pandemia da Covid-19, tinha a vítima 10 anos e o abusador 14, e os pais tiveram conhecimento dois anos depois. Mas, privilegiando a preservação de uma boa imagem pública da família, em detrimento do bem-estar da filha abusada, nada disseram, nem impediram o filho de continuar com os crimes.
Os abusos sexuais só cessaram em dezembro último, quase seis anos depois de terem tido início e após a vítima ter confidenciado o horror a uma colega de escola. Foi o estabelecimento de ensino quem foi diretamente à Polícia Judiciária de Lisboa denunciar o caso. Os inspetores investigaram e, na quinta-feira, detiveram os pais e o irmão da vítima. A menina tem agora 16 anos e já prestou declarações para memória futura, ficando protegida e evitando a revitimização. A PJ afirma ter recolhido provas dos crimes cometidos pelos pais e pelo irmão.
Segundo apurou o CM, não há qualquer indício de que os pais - ele empresário na área da construção - tenham abusado sexualmente, diretamente, da filha; ou que tenham presenciado os crimes cometidos pelo filho mais velho. Mas fizeram-no indiretamente: sabiam dos crimes porque, há quatro anos, lhes foram denunciados pela menina; e os pais até acreditaram na vítima. Mas "conformaram-se com a situação e não cumpriram com o seu dever legal de proteger a filha e impedir as agressões", afirma a PJ. Pelas aparências, sacrificaram a filha.
Indiciados de abuso sexual de crianças e de abuso sexual de menor dependente, crimes agravados pelo parentesco e circunstâncias, os três detidos foram ontem presentes a tribunal. O irmão, de 20 anos, ficou em prisão preventiva. Os pais saíram em liberdade sujeitos a apenas termo de identidade e residência.
O sofrimento em silêncio prolongou-se até aos 16 anos da vítima e teve consequências na saúde mental desta, afirma a PJ. A agora adolescente sobreviveu durante seis anos sem apoio. Agora, competirá às entidades competentes providenciarem apoio psicológico.
Correio da Manhã
Polícia Judiciária deteve os três familiares da vítima, que tem agora 16 anos. Contou aos pais e estes nada fizeram.
É um caso de que não há memória recente na Grande Lisboa, confessa fonte da Polícia Judiciária, que não esconde o choque com a situação. Um casal perfeitamente estruturado, com empregos, casa e vida financeira estáveis, permitiu que o filho mais velho abusasse sexualmente da filha quatro anos mais nova. Os crimes começaram em 2020, durante o confinamento por causa da pandemia da Covid-19, tinha a vítima 10 anos e o abusador 14, e os pais tiveram conhecimento dois anos depois. Mas, privilegiando a preservação de uma boa imagem pública da família, em detrimento do bem-estar da filha abusada, nada disseram, nem impediram o filho de continuar com os crimes.
Os abusos sexuais só cessaram em dezembro último, quase seis anos depois de terem tido início e após a vítima ter confidenciado o horror a uma colega de escola. Foi o estabelecimento de ensino quem foi diretamente à Polícia Judiciária de Lisboa denunciar o caso. Os inspetores investigaram e, na quinta-feira, detiveram os pais e o irmão da vítima. A menina tem agora 16 anos e já prestou declarações para memória futura, ficando protegida e evitando a revitimização. A PJ afirma ter recolhido provas dos crimes cometidos pelos pais e pelo irmão.
Segundo apurou o CM, não há qualquer indício de que os pais - ele empresário na área da construção - tenham abusado sexualmente, diretamente, da filha; ou que tenham presenciado os crimes cometidos pelo filho mais velho. Mas fizeram-no indiretamente: sabiam dos crimes porque, há quatro anos, lhes foram denunciados pela menina; e os pais até acreditaram na vítima. Mas "conformaram-se com a situação e não cumpriram com o seu dever legal de proteger a filha e impedir as agressões", afirma a PJ. Pelas aparências, sacrificaram a filha.
Indiciados de abuso sexual de crianças e de abuso sexual de menor dependente, crimes agravados pelo parentesco e circunstâncias, os três detidos foram ontem presentes a tribunal. O irmão, de 20 anos, ficou em prisão preventiva. Os pais saíram em liberdade sujeitos a apenas termo de identidade e residência.
O sofrimento em silêncio prolongou-se até aos 16 anos da vítima e teve consequências na saúde mental desta, afirma a PJ. A agora adolescente sobreviveu durante seis anos sem apoio. Agora, competirá às entidades competentes providenciarem apoio psicológico.
Correio da Manhã
