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Apesar do excesso de café poder levar a sintomas como o nervosismo, sono irregular e mesmo pressão alta, quando consumido em quantidades moderadas poderá trazer benefícios para a saúde.
Conforme sublinha o jornal Huffington Post, vários estudos científicos mostraram que o consumo de café estava associado a uma melhor saúde cardíaca, maior longevidade e mesmo um envelhecimento mais saudável.
Um novo estudo, publicado na revista JAMA, sugeriu que esta bebida pode também retardar o envelhecimento cerebral e reduzir o risco de demência.
Porque é que o café pode ajudar no envelhecimento cerebral?
Para o estudo, os pesquisadores acompanharam 131.821 participantes ao longo de 43 anos. Nenhuma destas pessoas apresentava sinais de demência, doença de Parkinson ou cancro no início da pesquisa.
A cada dois/quatro anos, os cientistas pediam aos participantes que partilhassem o seu consumo de café no âmbito de questionários alimentares.
Esses dados foram devidamente analisados e cruzados com os resultados de testes cognitivos. Ao longo do período de acompanhamento, mais de 11 mil pessoas desenvolveram demência.
"Um maior consumo de café e chá com cafeína foi associado a um menor risco de demência a uma função cognitiva ligeiramente melhor, com a associação mais pronunciada em níveis de consumo moderados", lê-se no estudo.
Neste artigo, o consumo moderado de café correspondia a duas/três chávenas por dia ou a uma/duas chávenas de chá.
Mesmo para aqueles cujo consumo era considerado elevado - até cinco chávenas por dia - o risco de demência revelou-se 18% mais reduzido. O declínio cognitivo, por seu turno, também se registou mais lento naqueles que consumiam café com cafeína.
Será que o café, efetivamente, diminui o risco de demência?
Vale notar que o estudo foi observacional, o qual demonstrou apenas uma ligação entre o consumo de café e a demência.
Os pesquisadores não conseguiram provar de forma definitiva que o café, por si só, faz realmente a diferença. Fatores como a qualidade da alimentação dos participantes, medicamentos, entre outras coisas, poderão ter influenciado os resultados.
No entanto, estes resultados não foram observados em quem não consumia café, levando os pesquisadores a concluir que a bebida, de facto, poderá ter influência.
