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"Os próximos meses podem não ser fáceis. Quero ser franco sobre isso. Nenhum Governo pode prometer eliminar as pressões que esta guerra está a causar", disse Albanese numa rara intervenção divulgada por vários canais de televisão.
"O que posso prometer é que faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para proteger a Austrália do pior", acrescentou.
Perante o aumento histórico dos preços da gasolina causado pela guerra no Irão, o chefe do Governo pediu aos australianos que deem prioridade aos transportes públicos para poupar combustível para as zonas rurais e serviços essenciais.
"A Austrália não é um participante direto nesta guerra, mas todos os australianos estão a pagar preços mais elevados por causa dela", recordou, adiantando que "os agricultores e os camionistas, as pequenas empresas e as famílias estão a passar por um momento difícil" num choque económico que ainda será sentido por vários meses.
Albanese tentou, no entanto, tranquilizar os automobilistas, afirmando que o fornecimento de combustível continua na Austrália e que a escassez de gasolina nas cidades rurais se deve a compras por pânico e a estrangulamentos na distribuição.
Esta semana, a Austrália anunciou um alívio fiscal temporário para as pequenas empresas e reduziu o imposto sobre os combustíveis para metade para aliviar a carga dos automobilistas que enfrentam preços exorbitantes de gasolina, mas recusou-se a impor um racionamento de combustível.
Geograficamente isolado e com apenas duas refinarias de petróleo em funcionamento, o país insular é altamente vulnerável a interrupções no fornecimento global de combustível e importa a maior parte da sua gasolina.
De acordo com dados governamentais, a Austrália tem reservas de gasolina suficientes para aproximadamente 37 dias, muito abaixo do mínimo de 90 dias exigido pela Agência Internacional de Energia (AIE).
IN:NM
