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Notícias Mulher deitou filha bebé para o lixo em Maiorca e fugiu. Foi condenada

Lordelo

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Uma mulher matou a sua bebé recém-nascida ao tê-la atirado para o lixo, em Maiorca, Espanha. A suspeita acabou por fugir depois de ter sido considerada culpada de homicídio, mas foi detida na quarta-feira, ao fim de quase duas semanas foragida.


A detenção foi levada a cabo numa operação conjunta da Polícia Nacional espanhola e da Guardia Civil, em Manacor, conta o La Vanguardia. A mulher foi considerada culpada por um tribunal de júri e sentenciada a uma pena de prisão perpétua por homicídio, dias depois.


No entanto, no momento da leitura do veredicto, não se apresentou no tribunal em Palma. O juiz emitiu uma ordem de busca e captura.


As buscas pela mulher remontam a 22 de março e os investigadores estavam seguros de que não teria abandonado a ilha, pois o seu nome não estava em nenhuma lista de passageiros - quer do aeroporto, quer dos portos. Suspeitavam era que poderia ter recebido ajuda de alguém próximo. Duas semanas depois, conseguiram encontrá-la.


Foi localizada no município de Manacor, na quarta-feira. Depois da detenção, foi ordenado que ficasse em prisão preventiva sem direito a fiança.


Mas o que aconteceu?


A mulher entrou em trabalho de parto no carro do cunhado, tendo sido ele quem deitou a bebé ao lixo. Um vizinho apercebeu-se dos movimentos suspeitos do homem e alertou a polícia. Os agentes acabaram por encontrar o corpo da recém-nascida entre o lixo e, dias depois, tanto a mãe como o cunhado foram detidos.


Durante o julgamento ficou provado que a menina tinha nascido com vida e o júri considerou que tanto a mãe, como o familiar que a ajudou estavam "conscientes de que a recém-nascida estava viva e de que as ações levariam à sua morte".


Observaram ainda que a mãe não procurou assistência médica quando entrou em trabalho de parto, tendo em vez disso ligado à irmã para que a fosse buscar. Depois disso, entregou o bebé ao cunhado, plenamente consciente de que era "uma tarde fria de novembro, num local insalubre, com a intenção de causar a morte do bebé".


A irmã também foi condenada por cumplicidade no homicídio, com o júri a assinalar que a recém-nascida não podia defender-se e "estava desamparada e em perigo manifesto e grave". Enfatizaram ainda que a tia, "apesar de poder", não a ajudou, pois nada a impedia de chamar uma ambulância ou a polícia.

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