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Irão a ferro e fogo

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EUA oferecem recompensa milionária para desmantelar Guarda Revolucionária




O Departamento de Estado norte-americano ofereceu hoje uma recompensa de até 15 milhões de dólares (cerca de 13 milhões de euros) por informações que levem ao desmantelamento dos mecanismos financeiros da Guarda Revolucionária iraniana.


EUA oferecem recompensa milionária para desmantelar Guarda Revolucionária




Os Estados Unidos ofereceram a quantia multimilionária em troca de informações que ajudem a compreender os esquemas financeiros do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica e a identidade das empresas de fachada que realizam negócios para Teerão, noticiou a agência Efe.



Paralelamente, o Departamento do Tesouro anunciou medidas adicionais contra a venda de petróleo ao exército iraniano, afirmando que estas receitas permitem ao regime financiar a reconstrução das suas Forças Armadas e representam uma ameaça para Washington e os seus aliados no Médio Oriente.




O secretário do Tesouro, Scott Bessent, garantiu que os Estados Unidos vão continuar a aumentar a pressão económica sobre as exportações de petróleo iraniano para impedir que Teerão obtenha recursos para reforçar as suas capacidades militares.




As sanções foram adotadas ao abrigo da ordem executiva utilizada por Washington para ações antiterroristas, e os nomes das entidades ou indivíduos incluídos não são especificados.




Desde fevereiro, quando a guerra eclodiu após o ataque dos EUA e de Israel ao Irão, o Departamento do Tesouro intensificou a sua campanha de "pressão máxima" contra Teerão com sucessivas rondas de sanções que visam a chamada "frota fantasma" que transporta petróleo iraniano, redes financeiras clandestinas e empresas ligadas à Guarda Revolucionária.




Entre fevereiro e maio, Washington sancionou mais de 30 indivíduos, entidades e embarcações acusados de facilitar as exportações ilícitas de petróleo bruto e de apoiar programas iranianos de mísseis e drones.




Só em abril, a administração Trump impôs restrições a 35 indivíduos e empresas identificados como parte de um sistema bancário paralelo utilizado para movimentar milhares de milhões de dólares provenientes da venda de petróleo.




A recompensa e as novas sanções surgem no mesmo dia em que os Estados Unidos confirmaram que os seus negociadores chegaram a um acordo preliminar com o Irão para desbloquear o estreito de Ormuz e prolongar o cessar-fogo, uma alegação negada pelas autoridades da República Islâmica.




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Dois alegados manifestantes antigovernamentais foram executados em Teerão




Dois cidadãos iranianos foram executados em Teerão durante a última madrugada depois de terem sido acusados de ataque a uma mesquita durante os protestos antigovernamentais de janeiro, anunciaram as autoridades do Irão.


Dois alegados manifestantes antigovernamentais foram executados em Teerão




De acordo com a agência Mizan, ligada ao poder judicial iraniano, Mehrdad Mohammadinia e Ashkan Maleki, os principais autores do incêndio de uma mesquita no centro de Teerão, foram enforcados.



O comunicado difundido pela agência oficial Mizan não especificou a data da detenção nem a data do julgamento dos dois cidadãos iranianos.



No final de dezembro do ano passado, um movimento de protesto inicialmente provocado pelo agravamento do custo de vida expandiu-se por todo o país com reivindicações políticas contra o regime.




As manifestações que se prolongaram durante o mês de janeiro foram reprimidas pelas autoridades iranianas provocando milhares de mortos, de acordo com organizações não-governamentais.




O Governo iraniano acusou "terroristas" a soldo dos Estados Unidos e de Israel de serem os responsáveis pelos protestos.




O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou intervir na altura.




Israel e os Estados Unidos lançaram um ataque aéreo conjunto contra o Irão em 28 de fevereiro, desencadeando a guerra no Médio Oriente.



Desde o início do ataque, as detenções e execuções têm aumentado no Irão.



De acordo com organizações não-governamentais, incluindo a Amnistia Internacional, o Irão é o país que mais frequentemente aplica a pena de morte a seguir à República Popular da China.



As autoridades executaram pelo menos 1.639 pessoas em 2025, o número mais elevado desde 1989, segundo relatórios recentes dos organismos Iran Human Rights e Together Against the Death Penalty (ECPM), sediados na Noruega.




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"Estados Unidos também violaram o cessar-fogo, inclusive hoje de manhã"




O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão acusou hoje os Estados Unidos de continuarem a violar o cessar-fogo com o Irão, depois dos ataques aéreos americanos em território iraniano, que provocaram retaliação militar.


Estados Unidos também violaram o cessar-fogo, inclusive hoje de manhã





"Os Estados Unidos também violaram o cessar-fogo, inclusive hoje de manhã", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmail Baghai, após denunciar a violação da trégua por Israel no Líbano.



"Não hesitaremos em tomar todas as medidas que considerarmos necessárias para defender a segurança nacional do Irão", acrescentou o responsável, durante uma conferência de imprensa.



Na mesma ocasião, o Irão reiterou que qualquer acordo com os Estados Unidos para pôr fim à guerra no Médio Oriente está condicionado a um cessar-fogo no Líbano, onde o exército israelita tem atacado posições controladas pelo Hezbollah, aliado de Teerão.



"Insistimos que um cessar-fogo no Líbano é condição essencial para qualquer acordo que vise o fim da guerra" com os Estados Unidos, afirmou o mesmo porta-voz.



O responsável disse igualmente que o programa nuclear iraniano não está atualmente na agenda das discussões em curso com os Estados Unidos, cujo objetivo é pôr fim à guerra no Médio Oriente.



"Não houve negociações sobre os detalhes da questão nuclear. Nesta fase, a nossa prioridade é acabar com a guerra", disse Esmail Baghai, depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter afirmado que o Irão se comprometeu a não desenvolver armas nucleares.




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O míssil que abalou os EUA: tudo aponta para a China no abate de um F-15E no Irão






As relações entre os EUA e a China podem estar muito tensas, mais do que atualmente transparece. A verdade é que o abate de um caça norte-americano F-15E Strike Eagle sobre território iraniano continua a gerar ondas de choque em Washington. Este ataque poderá ter "mão" chinesa!




Imagem de um caça norte-americano F-15E abatido pelo Irão com suposta ajuda da China


O episódio, que já era considerado raro pela simples perda de um dos mais avançados aviões da Força Aérea dos EUA, tornou-se ainda mais sensível devido a um detalhe que está agora sob investigação: tudo indica que a aeronave terá sido atingida por um míssil de origem chinesa.



Segundo vários relatos baseados em fontes ligadas às investigações norte-americanas, o F-15E terá sido atingido por um sistema MANPADS (Man-Portable Air Defense System), ou seja, um míssil portátil lançado a partir do solo. As suspeitas apontam para um modelo desenvolvido na China e posteriormente fornecido ao Irão.






Um acontecimento extremamente raro




Os EUA perderam muito poucos caças em combate nas últimas décadas. O caso ganha ainda mais relevância porque terá sido a primeira vez em muitos anos que um caça norte-americano foi abatido diretamente por fogo inimigo durante uma operação militar.



O incidente ocorreu em abril, durante a guerra entre os EUA, Israel e o Irão. Os dois tripulantes conseguiram ejetar-se. O piloto foi recuperado poucas horas depois, mas o oficial de sistemas de armas permaneceu escondido nas montanhas Zagros durante cerca de dois dias, obrigando os EUA a desencadear uma das mais complexas operações de resgate da história recente.




O verdadeiro problema pode não ser o míssil




Embora o míssil seja o elemento que mais chama a atenção, vários analistas acreditam que a questão mais preocupante para Washington poderá estar noutro sistema igualmente associado à China.




Informações divulgadas por meios norte-americanos indicam que Pequim poderá ter fornecido ao Irão radares de alerta antecipado de longo alcance, incluindo sistemas capazes de detetar aeronaves furtivas. Esses equipamentos teriam aumentado significativamente a capacidade iraniana para localizar e acompanhar aviões avançados norte-americanos.



Na prática, o problema não seria apenas a existência de um míssil eficaz, mas sim uma cadeia tecnológica completa composta por radares, sistemas de deteção e defesa antiaérea capazes de reduzir uma das maiores vantagens dos EUA, isto é, a superioridade aérea.








A China entra no centro da discussão




O caso surge numa altura particularmente delicada das relações entre Washington e Pequim. Segundo as informações conhecidas, os serviços de inteligência norte-americanos estão a investigar até que ponto a China poderá ter ajudado o Irão durante o conflito.




Ainda não existem provas públicas de fornecimentos diretos recentes, mas o simples facto de armamento e tecnologia chinesa terem sido utilizados contra um caça dos EUA está a aumentar a pressão política sobre a administração norte-americana.




A situação é ainda mais sensível porque o Presidente dos EUA, Donald Trump, tinha procurado recentemente o apoio de Pequim para ajudar a reduzir as tensões no Médio Oriente.




Um aviso para a aviação militar ocidental




Durante décadas, os EUA habituaram-se a operar praticamente sem oposição aérea significativa em muitos cenários de guerra. O incidente com o F-15E mostra que sistemas relativamente baratos, quando combinados com radares modernos e redes de deteção avançadas, podem representar uma ameaça real até para aeronaves consideradas de elite.



Se as conclusões da investigação forem confirmadas, este episódio poderá tornar-se um dos exemplos mais relevantes da crescente influência tecnológica chinesa nos conflitos modernos e um sinal de que a superioridade aérea ocidental já não pode ser considerada garantida em todos os cenários.




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Irão? Trump acredita que acordo pode ser alcançado na "próxima semana"




O Presidente norte-americano, Donald Trump, acredita que pode ser alcançado na próxima semana um acordo que termine a guerra com o Irão e desbloqueie o estreito de Ormuz, apesar de Teerão ter anunciado a suspensão das negociações com Washington.


Irão? Trump acredita que acordo pode ser alcançado na próxima semana




"Parece promissor", indicou na sexta-feira o chefe de Estado numa breve entrevista por telefone à estação ABC News, na qual indicou um possível acordo "em algum momento da próxima semana".



Trump fez estas declarações apesar de o Irão ter interrompido as conversações de paz em retaliação pelos ataques israelitas ao Líbano, segundo a agência de notícias Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária iraniana.



"Houve um pequeno problema hoje, mas resolvi-o muito rapidamente, como provavelmente já repararam", apontou Trump à ABC News.



O republicano falou por telefone na segunda-feira com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e realizou uma reunião invulgar com o grupo xiita Hezbollah para tentar preservar o cessar-fogo no Líbano e, consequentemente, as negociações de paz com o Irão.



Como o próprio Trump detalhou na sua rede social Truth Social, Netanyahu aceitou não enviar tropas para Beirute, a capital libanesa, e o Hezbollah aceitou cessar os disparos de projéteis contra o território israelita.



"Veremos quanto tempo isto dura. Espero que dure para sempre", salientou.


Israel intensificou a sua ofensiva militar no Líbano nas últimas horas, uma escalada que viola o cessar-fogo em vigor desde abril e põe em risco a nova ronda de conversações de paz agendadas para hoje (terça-feira) em Washington com o Governo libanês, um processo que o Hezbollah rejeita.



A ofensiva contra o Hezbollah, aliado do Irão, ameaça também as negociações entre Washington e Teerão, que há semanas trocam versões preliminares para um acordo que ponha fim à guerra que começou em fevereiro e permita a reabertura do estreito de Ormuz, uma rota crucial para o comércio global de petróleo.




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EUA dizem ter impedido passagem de 121 navios no estreito de Ormuz




As forças norte-americanas anunciaram hoje que impediram a passagem de 121 embarcações comerciais no estreito de Ormuz desde o início do bloqueio marítimo há mais de seis semanas, no contexto das tensões com o Irão.


EUA dizem ter impedido passagem de 121 navios no estreito de Ormuz





Numa mensagem divulgada nas redes sociais, o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) indicou que milhares de militares norte-americanos destacados no mar, no ar e em terra estão envolvidos na operação.



Segundo o comando militar, até hoje as forças norte-americanas desviaram 121 embarcações comerciais e imobilizaram cinco navios para assegurar o cumprimento das medidas impostas pelos Estados Unidos.



O bloqueio foi anunciado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, depois de Teerão ter fechado o estreito de Ormuz, por onde passava um quinto da produção mundial de petróleo, em retaliação pelos ataques israelo-americanos lançados em 28 de fevereiro.



Washington e Teerão tem estado envolvidos em negociações, mediadas pelo Paquistão, destinadas a alcançar um acordo para colocar um fim ao conflito.


Apesar do cessar-fogo por tempo indeterminado atualmente em vigor, as tensões permanecem elevadas no estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo.



Na passada semana, os Estados Unidos confirmaram a existência de um acordo preliminar com o Irão para prolongar a trégua por mais dois meses e garantir a passagem de embarcações na região.


Ainda assim, Washington continua a impor sanções a navios e entidades acusados de manter ligações ao comércio de petróleo iraniano, numa tentativa de aumentar a pressão económica sobre Teerão.



Entretanto, as autoridades iranianas anunciaram hoje a suspensão das negociações com os Estados Unidos, justificando a decisão com a continuação dos bombardeamentos israelitas no Líbano.



Segundo Teerão, os ataques intensificaram-se na última semana, apesar do cessar-fogo em vigor naquele país.




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Trump afirma que "não haverá problema" se Irão suspender negociações




O Presidente norte-americano negou hoje ter sido informado sobre a suspensão das negociações pelo Irão e disse que se tal acontecer "não haverá problema", após Teerão se ter oposto aos bombardeamentos de Israel contra o Líbano.


Trump afirma que não haverá problema se Irão suspender negociações




"É algo lógico, porque são melhores negociadores do que combatentes. Mas não nos informaram sobre isso", disse Donald Trump numa entrevista telefónica à emissora de televisão norte-americana NBC News.



Trump disse que mesmo que Teerão tivesse abandonado a mesa de negociações "não haveria problema nenhum".




O líder republicano considerou que as partes "falaram demais", pelo que "manter o silêncio seria muito bom", embora tenha assegurado em seguida que esta falta de comunicação não significa que os Estados Unidos vão "começar a lançar bombas por todo o lado".




Donald Trump defendeu o bloqueio aos portos iranianos que impôs após Teerão ter fechado o estreito de Ormuz, na sequência do início dos ataques israelo-americanos, a 28 de fevereiro.



"Manteremos o bloqueio", assegurou, antes de reiterar que pode "esperar todo o tempo que [as autoridades iranianas] quiserem".



"Estão a perder uma fortuna", acrescentou Trump.



As palavras de Trump surgem momentos depois de Teerão ter suspendido as negociações com Washington para o cessar-fogo, em resposta aos contínuos ataques do Exército israelita contra o Líbano, segundo os media iranianos.


A equipa de negociação iraniana tomou a decisão de suspender "o diálogo e a troca de mensagens através de intermediários" com o Governo norte-americano, alegando que o acordo de cessar-fogo pactuado inclui território libanês e, por conseguinte, que os ataques de Israel contra o país vizinho violaram a trégua, segundo divulgou a agência noticiosa oficial iraniana Tasnim.



Assim, as autoridades iranianas assinalaram que não haverá mais conversações até que seja garantida a cessação das operações das Forças de Defesa de Israel contra o Líbano e a retirada total das tropas israelitas das zonas ocupadas neste país, acrescentou a Tasnim.



O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ordenou hoje às tropas que lançassem novos bombardeamentos contra a capital libanesa, Beirute.


Em resposta, a Guarda Revolucionária iraniana ameaçou atacar Israel em resposta à campanha militar levada a cabo pelo Estado judaico no Líbano e na Faixa de Gaza.



"O Irão considera que ultrapassar as linhas vermelhas no Líbano e em Gaza equivale a uma guerra direta" e, "em resposta, está determinado a conduzir operações defensivas" e a "abrir novas frentes", declarou o exército ideológico, numa referência às operações militares israelitas nos territórios palestinianos e à ofensiva no país vizinho.



Teerão ameaçou bloquear completamente o estreito de Ormuz e ativar outras frentes, incluindo o estreito de Bab al-Mandeb --- que liga o Mar Vermelho ao Golfo de Áden e constitui um ponto estratégico para o transporte marítimo, uma vez que canaliza o tráfego para o Canal do Suez --- também em retaliação.



Estas novas tensões surgem no meio das negociações entre os Estados Unidos e o Irão para pôr fim à guerra.



No final da semana passada, foi noticiado que Teerão e Washington tinham chegado a um acordo preliminar, que aguardava apenas a aprovação de Donald Trump, mas os meios de comunicação norte-americanos afirmaram posteriormente que o republicano solicitou a alteração de algumas disposições do rascunho.




No meio destas negociações, o Irão e os Estados Unidos voltaram a trocar ataques esta madrugada, com o bombardeamento norte-americano a Goruk e à ilha de Qeshm e a resposta iraniana contra a base de onde partiu o ataque.




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Guardas da Revolução ameaçam abrir "novas frentes" perante ofensiva




Os Guardas da Revolução iranianos ameaçaram abrir "novas frentes" em resposta à ofensiva de Israel no Líbano, garantiu hoje o exército ideológico do Irão à televisão estatal iraniana.


Guardas da Revolução ameaçam abrir novas frentes perante ofensiva




"O Irão considera que ultrapassar as linhas vermelhas no Líbano e em Gaza equivale a uma guerra direta" e, "em resposta, está determinado a conduzir operações defensivas" e a "abrir novas frentes", declararam os Guardas da Revolução, numa referência às operações militares israelitas nos territórios palestinianos e à ofensiva no país vizinho.



Mohsen Rezaee, um conselheiro do líder supremo do Irão, aiatola Mojtaba Khamenei, advertiu na rede social X que Teerão está a perder a "paciência".



"A paciência das Forças Armadas iranianas tem limites", avisou Rezaee.



Entretanto, a partir de Beirute, fonte próxima do Hezbollah, citada pela agência noticiosa France-Presse (AFP), garantiu que o movimento pró-iraniano não deixará de bombardear o norte de Israel, respondendo às ameaças israelitas de atacar os subúrbios do sul de Beirute caso o grupo não suspenda os seus ataques.


O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, declarou hoje que não haverá "calma" em Beirute e nos seus arredores enquanto o Hezbollah não cessar os ataques.


Um responsável norte-americano indicou também no domingo que os Estados Unidos apresentaram uma proposta segundo a qual o Hezbollah deveria pôr termo a todos os ataques contra Israel. Em contrapartida, Israel abster-se-ia de qualquer escalada em Beirute".



"O Hezbollah não assumirá o compromisso de deixar de bombardear o norte" de Israel, afirmou a fonte próxima do grupo apoiado pelo Irão, que pediu para não ser identificada.



"Porque haveríamos de interromper estes ataques, que causam prejuízos a Israel, quando Israel continua a bombardear o Líbano?", questionou.


O Presidente libanês voltou hoje a defender as negociações com Israel como a única "opção" para ultrapassar o conflito, apesar de, horas antes, Telavive ter aprovado a retoma dos ataques contra os subúrbios do sul de Beirute.



"As negociações são mais seguras do que a guerra, uma vez que testemunhámos e continuamos a testemunhar os horrores e as consequências do conflito. No entanto, não vão resolver os problemas de forma imediata. Trata-se de um processo que exige tempo e não temos outra opção", afirmou Joseph Aoun perante representantes do setor privado libanês.



A nova ronda de diálogo direto está prevista para terça-feira, em Washington, no âmbito de conversações às quais o movimento xiita libanês Hezbollah se opõe e que prosseguem enquanto o cessar-fogo em vigor desde meados de abril continua a ser violado de forma cada vez mais violenta.



Hoje de manhã, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ordenou às forças israelitas que atacassem alvos na zona periférica de Dahye, nos arredores de Beirute, que desde a entrada em vigor da trégua tinha permanecido, na sua maioria, à margem dos confrontos, concentrados sobretudo no sul do Líbano e, em menor escala, no leste do país.



Apesar do anúncio por parte de Israel, Aoun considerou que as negociações continuam a representar a solução para a guerra com menos potenciais "danos" e assegurou que o processo está a "avançar", reafirmando a confiança nas conversações, mesmo que os resultados demorem a surgir.




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Irão anunciou execução de três homens acusados de violação de menores




As autoridades iranianas anunciaram hoje a execução por enforcamento de três homens condenados por violar menores de idade no oeste e norte do Irão.


Irão anunciou execução de três homens acusados de violação de menores




O homicídio e a violação são puníveis com a pena de morte no Irão. Em certos casos, o roubo à mão armada, a espionagem, o tráfico de droga ou a blasfémia também podem ser punidos com a pena capital.



"Dois homens que violaram um rapaz de 14 anos na cidade de Ghorveh, no oeste do país, em agosto de 2024, foram enforcados depois de o Supremo Tribunal ter confirmado a sentença de morte", informou o Mizan, o portal oficial do Ministério da Justiça.



A agência oficial não especificou quando ocorreu o julgamento.



Num caso separado, outro homem foi executado em Rasht, no norte do país, por violar e matar uma criança de 10 anos de idade em agosto de 2025, segundo o portal Mizan.



O Irão é o segundo país do mundo, a seguir à República Popular China, que realiza o maior número de execuções, de acordo com grupos de defesa dos direitos humanos, incluindo a Amnistia Internacional.


As autoridades executaram pelo menos 1.639 pessoas em 2025, o número mais elevado desde 1989, segundo informações recentes das organizações não-governamentais norueguesas Iran Human Rights e Together Against the Death Penalty (ECPM).



Na segunda-feira, os tribunais anunciaram a execução de dois homens considerados responsáveis pelo saque e o incêndio de uma mesquita em Teerão durante os protestos antigovernamentais entre dezembro do ano passado e janeiro de 2026.




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Irão: Chefe militar considera inevitável reinício da guerra com EUA




Um alto responsável militar iraniano considerou hoje inevitável o reinício da guerra contra os Estados Unidos por Washington exigir a capitulação do Irão, numa altura em que as conversações sobre o conflito parecem estagnadas.


Irão: Chefe militar considera inevitável reinício da guerra com EUA




"Os Estados Unidos exigem a nossa capitulação total e a nação iraniana nunca capitulará", declarou o comandante-adjunto das forças iranianas, brigadeiro-general Mohammad Jafar Asadi, citado pela televisão estatal Irib.



"Sem capitulação, a guerra é inevitável. Portanto, aguardamos e a guerra não nos mete medo", acrescentou Asadi, de acordo com a agência de notícias France-Presse (AFP).



Asadi é um oficial da Guarda Revolucionária e comandante-adjunto do quartel-general central Khatam al-Anbiya, que coordena as operações do conjunto das forças iranianas.



As declarações do militar ocorrem um dia depois de Teerão ter anunciado a suspensão das conversações para tentar pôr fim à guerra que os Estados Unidos e Israel iniciaram no Médio Oriente em 28 de fevereiro.



O Irão alegou a continuação dos ataques de Israel contra o Líbano para justificar a suspensão das negociações, que têm decorrido sob mediação do Paquistão, no quadro de uma trégua em vigor desde 08 de abril.



Algumas horas depois, o Presidente norte-americano, Donald Trump, disse que o grupo libanês pró-iraniano Hezbollah e Israel tinham concordado em suspender os combates e que prosseguiam as conversas com Teerão.



No entanto, a defesa civil libanesa anunciou hoje que seis pessoas foram mortas no sul do Líbano num ataque israelita realizado na segunda-feira à noite.



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Trump destrata Netanyahu devido a ofensiva israelita no Líbano




O Presidente norte-americano, Donald Trump, destratou na segunda-feira o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, devido à ofensiva israelita no Líbano, afirmando que está "doido" e que impediu que fosse preso, noticiou hoje o jornal digital Axios.


Trump destrata Netanyahu devido a ofensiva israelita no Líbano





O portal cita dois responsáveis norte-americanos sob anonimato e uma terceira fonte que tomou conhecimento do conteúdo da chamada telefónica, durante a qual Trump usou linguagem vulgar e se referiu não só à guerra entre Israel e o grupo xiita Hezbollah, como às acusações contra Netanyahu na justiça israelita de fraude, abuso de poder e corrupção.



"És doido varrido. Estarias na cadeia se não fosse eu. Estou a salvar-te o coiro. Agora toda a gente te odeia. Toda a gente odeia Israel por causa disto", disse o Presidente norte-americano, segundo a transcrição da conversa pelo jornal digital norte-americano.



A repreensão de Trump ocorreu no mesmo dia em que o líder da Casa Branca anunciou ter obtido garantias de Netanyahu e do Hezbollah de uma trégua, que incluía a suspensão da ordem do chefe de Governo israelita do bombardeamento do bairro de Dahieh, na periferia sul de Beirute e um bastião do grupo xiita apoiado pelo Irão.



"Israel não os atacará e eles não atacarão Israel", declarou o líder norte-americano, que disse ter obtido também a garantia de Netanyahu de que as tropas israelitas não chegarão a Beirute.


A embaixada do Líbano em Washington confirmou ter recebido a adesão do Hezbollah à proposta de trégua e que o acordo se aplicava a todo o país.


Pouco depois, o primeiro-ministro israelita afirmou que Israel atacará Beirute se o seu país voltar a ser visado pelo Hezbollah, ao mesmo tempo que indicou que "as Forças de Defesa de Israel continuarão a operar como planeado" no sul do Líbano.



"Conversei com o Presidente Trump esta noite e disse-lhe que, se o Hezbollah não cessar os ataques às nossas cidades e cidadãos, Israel atacará alvos terroristas em Beirute. A nossa posição sobre este assunto mantém-se inalterada", declarou Netanyahu em comunicado.



De acordo com o Axios, noutro momento do telefonema, Trump confrontou Netanyahu e questionou: "O que raio estás a fazer?", referindo-se à escalada militar no Líbano.


A versão oficial desta ligação, no entanto, é mais diplomática e evita qualquer menção a um confronto entre os dois líderes, que concordaram em lançar conjuntamente a ofensiva contra o Irão em 28 de fevereiro, com impacto em todo o Médio oriente, em particular no Líbano.



Já hoje, o ministro da Defesa de Israel disse ter obtido o aval de Washington para bombardear os subúrbios de Beirute, se for atacado pelo grupo libanês.


"O primeiro-ministro e eu temos trabalhado com o exército israelita para estabelecer uma equação segundo a qual o destino de Dahieh em Beirute está ligado ao das localidades no norte de Israel. Se as localidades israelitas continuarem a ser atacadas, evacuaremos e atacaremos o bairro xiita de Dahieh ", disse Israel Katz em comunicado.



A escalada militar no Líbano levou o Irão a suspender na segunda-feira as conversações de paz com Washington e que estão ligadas ao conflito entre Israel o Hezbollah.



O Irão justificou a sua decisão com violações "em todas as frentes" do cessar-fogo acordado com Washington no início de abril, incluindo o Líbano.


No último mês, Hezbollah e Israel têm continuado os ataques aéreos e confrontos terrestres no sul do Líbano, apesar do cessar-fogo em vigor desde 17 de abril.


No domingo, Israel capturou a fortaleza de Beaufort, uma posição estratégica no sul do Líbano, a norte do rio Litani, anterior linha de demarcação dos militares israelitas, que na semana passada receberam ordens para atuar até ao rio Zahrani, a cerca de 40 quilómetros da fronteira entre os dois países.


A trégua foi acordada entre Israel o Governo libanês em Washington, mas não era reconhecida pelo grupo xiita apoiado pelo Irão, tal como as negociações de paz israelo-libanesas em curso, com o patrocínio dos Estados Unidos.


Apesar do pronunciamento de Netanyahu, representantes libaneses e israelitas retomaram hoje as negociações de paz em Washington, numa ronda de diálogo que se prolonga até quarta-feira.



O Líbano foi arrastado pelas milícias xiitas libanesas para a nova guerra na região ao reatarem, no início de março, ataques aéreos contra o território israelita.


Israel respondeu com bombardeamentos intensivos e expandiu as posições militares que já mantinha no sul do país vizinho durante o conflito anterior.


Desde 02 de março, pelo menos 3.433 pessoas morreram e 10.395 ficaram feridas, segundo a última atualização do Ministério da Saúde libanês, em resultado dos ataques israelitas, que provocaram também acima de um milhão de deslocados.



As partes tinham estado em confronto no seguimento da guerra de Faixa de Gaza, entre outubro de 2023 e novembro de 2024, data de um cessar-fogo nunca verdadeiramente respeitado e que foi interrompido com o início do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irão.




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Irão ultima preparativos para funeral de três dias de Ali Khamenei




As autoridades iranianas anunciaram hoje estar a ultimar os preparativos para o funeral de três dias do líder supremo do país, Ali Khamenei, adiado no início de março pela ofensiva surpresa israelo-norte-americana contra a República Islâmica.


Irão ultima preparativos para funeral de três dias de Ali Khamenei




"Estão a ser ultimados os planos para a realização da cerimónia de despedida, funeral e sepultamento do corpo sagrado do imã mártir, com a participação de instituições e municípios de todo o país", precisou o vice-presidente da Câmara de Teerão para Assuntos Culturais e Sociais, Mohamed Amin Tavakolizadé, informou a agência de notícias iraniana Tasnim.



É esperado que a cerimónia em Teerão dure pelo menos 24 horas, após o que o corpo do 'ayatollah' será trasladado para as cidades de Qom e, finalmente, para a cidade santa de Mashhad para uma cerimónia semelhante.



O funeral de Estado, que ia celebrar-se no mausoléu Imã Khomeini da capital, foi adiado sem data a 04 de março, devido à continuação dos bombardeamentos dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, iniciados a 28 de fevereiro.



Khamenei morreu nesse dia, na primeira onda de ataques aéreos lançada por Washington e Telavive, em que morreram também a sua mulher, Mansureh Khojasteh Bagherzadeh, e vários outros familiares, entre os quais a filha e uma das netas.



Os Estados Unidos e Israel justificaram o ataque militar ao Irão com a inflexibilidade deste nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.



Em retaliação à ofensiva, o Irão encerrou o Estreito de Ormuz, abalando a economia mundial, e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.



Washington e Teerão acordaram a 08 de abril um cessar-fogo de duas semanas, para negociações assentes num plano de dez pontos que Teerão apresentaria para pôr fim a 40 dias de guerra.



O cessar-fogo foi já várias vezes prorrogado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, para permitir a continuação de negociações indiretas -- na segunda-feira suspensas - para o levantamento das sanções internacionais ao Irão e a retirada das tropas norte-americanas da região em troca de um compromisso iraniano de não produzir armas nucleares e garantir a passagem segura pelo Estreito de Ormuz.


Entretanto, Teerão mantém o bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do crude mundial, e Washington, por sua vez, impede a passagem de navios que tenham como origem ou destino portos iranianos.




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Médio Oriente: EUA atacam petroleiro que se dirigia a porto iraniano




O Comando Central das Forças Armadas norte-americanas (Centcom) anunciou hoje a destruição de um petroleiro que se dirigia a um porto iraniano no Golfo Pérsico, no âmbito do bloqueio marítimo em curso.


Médio Oriente: EUA atacam petroleiro que se dirigia a porto iraniano
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A embarcação, identificada como M/T Lexie, de bandeira do Botswana, foi intercetada quando transitava em águas internacionais a caminho da Ilha de Kharg.



De acordo com o Centcom, a tripulação ignorou os repetidos avisos e não cumpriu as instruções emitidas durante um período de 24 horas.



Uma aeronave norte-americana inutilizou a embarcação atingindo a casa das máquinas com um míssil Hellfire, impedindo-a de continuar o seu rumo em direção ao Irão, adiantou.



O Centcom reiterou que iniciou a 13 de abril o bloqueio de todo o tráfego marítimo de entrada ou saída dos portos iranianos e que durante este período inutilizou seis embarcações comerciais e afastou outras 122.



O cessar-fogo acordado entre os Estados Unidos e o Irão em abril passado mantém-se em vigor.



O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, disse hoje perante o Congresso que não há planos para levantar as sanções contra o Irão, mesmo que o Estreito de Ormuz seja reaberto na próxima semana.



O Presidente norte-americano, Donald Trump, negou hoje que tenha havido uma suspensão das negociações com o Irão devido à ofensiva israelita no Líbano e indicou que as conversações continuam.



"A notícia falsa de que a República Islâmica do Irão e os Estados Unidos deixaram de se falar há alguns dias é falsa e errónea. As conversas entre nós estão em curso, incluindo as de há quatro, três, dois e um dia, e hoje", disse o líder norte-americano na rede Truth Social.



A agência de notícias Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária iraniana, indicou na segunda-feira que Teerão interrompeu as conversações de paz em retaliação pelos ataques israelitas contra o seu aliado Hezbollah no Líbano.



Trump afirmou na altura que Teerão não o tinha informado sobre qualquer suspensão dos contactos, mas também disse que não se importaria que as negociações fossem paradas.



Já hoje, as agências Fars e Tasnim noticiaram que o Irão interrompeu as comunicações com os mediadores sobre a prorrogação do cessar-fogo, em vigor desde 08 de abril, na guerra iniciada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica.



Estados Unidos e Irão realizaram uma única ronda de negociações formal, com mediação do Paquistão em Islamabad, em 11 e 12 de abril, que não produziu resultados.



Desde então, as partes têm mantido o diálogo indireto através de mediadores, centrado na reabertura do tráfego marítimo no estreito de Ormuz, sob ameaça militar de Teerão desde o início da guerra, e no bloqueio naval imposto por Trump aos portos iranianos, além da crise no Líbano.



Os outros temas essenciais das conversações incluem o programa de enriquecimento de urânio e de produção de mísseis de longo alcance do Irão, bem como o apoio a grupos armados no Médio Oriente, incluindo o Hezbollah, a par do descongelamento de ativos iranianos no estrangeiro e levantamento de sanções internacionais a Teerão.



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Teerão disparou "mísseis de aviso" contra dois navios norte-americanos




O exército iraniano afirmou hoje ter disparado "mísseis de aviso" contra dois navios norte-americanos no mar de Omã, depois de vários confrontos na região do Golfo.


Teerão disparou mísseis de aviso contra dois navios norte-americanos






Num comunicado divulgado pela agência noticiosa estatal Irna, e sem especificar a data do incidente, o Exército iraniano indicou que os contratorpedeiros norte-americanos 'DDG-103' e 'DDG-8' "abandonaram o mar de Omã em direção ao oceano Índico [...] na sequência de disparos de mísseis de aviso".




A decisão foi tomada "no âmbito da continuação das operações destinadas a combater as ações ilícitas (...) das forças navais terroristas dos Estados Unidos", acrescentou o Exército iraniano.


O Irão mantém encerrado o estratégico estreito de Ormuz, em retaliação pela ofensiva israelo-americana lançada contra o seu território a 28 de fevereiro, que marcou o início de um alargamento regional do conflito.


Em resposta, os Estados Unidos impõem desde abril um bloqueio aos navios iranianos na sequência do encerramento do estreito de Ormuz, por onde transitava, antes do conflito, cerca de um quinto dos hidrocarbonetos consumidos no mundo.


Apesar de ter sido alcançada uma trégua a 08 de abril, Irão e Estados Unidos continuam sem conseguir chegar a acordo sobre os termos de um entendimento que ponha termo de forma duradoura à guerra, após décadas de hostilidade entre os dois países.


As negociações iniciadas em abril sob mediação do Paquistão têm registado poucos progressos e os frequentes incidentes na região do Golfo ameaçam a trégua.


No início desta semana, o Irão acusou os Estados Unidos de terem visado um navio petroleiro que se dirigia para território iraniano e de terem atacado a ilha de Qeshm.


Em retaliação, Teerão reivindicou um ataque contra o Kuwait, bem como contra o quartel-general da Quinta Frota da Marinha norte-americana, no Bahrein.


Entretanto, um ataque com drones contra o Aeroporto Internacional do Kuwait fez um morto e 63 feridos. Contudo, os Guardas da Revolução, a força militar ideológica da República Islâmica, negaram qualquer envolvimento.



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Amnistia a presos exclui condenados em protestos e na guerra com EUA




O líder supremo do Irão amnistiou hoje 2.000 presos pela festa Eid al-Ghadir, excluindo os condenados por crimes contra a segurança do Estado durante os protestos no início deste ano e a guerra contra EUA e Israel.


Amnistia a presos exclui condenados em protestos e na guerra com EUA





"Os crimes contra a segurança do país são tratados com absoluta determinação, e estes indivíduos condenados não merecem qualquer possibilidade de clemência ou perdão", disse o vice-chefe do poder judicial do Irão, Ali Mozzafari, em declarações à televisão estatal IRIB.



A grande maioria dos que receberam amnistia será libertada imediatamente, de acordo com o anúncio oficial.



Além disso, um número não especificado de prisioneiros terá as suas penas reduzidas.



A tradicional amnistia do Eid al-Ghadir (uma das celebrações mais importantes do Islão, festejada sobretudo por muçulmanos xiitas) visa projetar uma imagem de normalidade judicial no meio da crise com os Estados Unidos e Israel.



Ao mesmo tempo, envia a mensagem de que o Irão não mostrará misericórdia a ninguém que tenha colaborado com os seus inimigos, particularmente desde o início dos protestos no final do ano passado.



As manifestações, que começaram como um protesto contra a crise económica, acabaram por degenerar em tumultos e repressão policial que fizeram mais de 3.000 mortos, de acordo com as estimativas mais conservadoras divulgadas pelo Governo iraniano.


Teerão acusou os Estados Unidos de fomentar estes protestos, e o Presidente norte-americano, Donald Trump, chegou a confirmar que tentou enviar armas aos manifestantes através de grupos dissidentes pró-Irão.



Já durante a guerra iniciada por um ataque conjunto dos EUA e Israel a 28 de fevereiro, o Irão anunciou inúmeras execuções de pessoas condenadas por espionagem, colaboração ou ameaça à segurança nacional.



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Guarda Revolucionária do Irão anuncia ataques contra "bases inimigas"




A Guarda Revolucionária do Irão anunciou hoje que tinha atacado "bases inimigas" na região, após ataques aéreos dos EUA contra instalações de radar no Irão.


Guarda Revolucionária do Irão anuncia ataques contra bases inimigas





Num comunicado transmitido pela emissora estatal IRIB, o exército ideológico da República Islâmica afirmou que "bases inimigas na região foram atingidas por ataques aéreos".



O Kuwait e o Bahrein, dois países que albergam importantes bases militares norte-americanas no Golfo, já tinham emitido alertas de ataque aéreo.



O Ministério do Interior do Bahrein disse que um alerta de ataque aéreo foi acionado hoje, após novos ataques aéreos dos EUA no Irão e do Kuwait ter denunciado ataques com mísseis e drones.



"A sirene soou. Os cidadãos e residentes são aconselhados a manter a calma e a dirigir-se para o local seguro mais próximo", escreveu o ministério na rede social X.




Horas antes, o exército do Kuwait anunciou que intercetou e abateu uma nova vaga de ataques com mísseis e drones iranianos, três dias depois de um ataque ao maior aeroporto do país, atribuído ao Irão.




"As defesas aéreas do Kuwait abateram mísseis e drones inimigos esta manhã. O Estado-Maior do Exército informou que quaisquer explosões ouvidas foram causadas pela interceção de ataques inimigos", escreveu o exército na rede social X.




As forças armadas instaram ainda os cidadãos a manterem a calma e a seguirem rigorosamente as instruções de segurança emitidas pelas autoridades enquanto o estado de alerta se mantiver em vigor.




Correspondentes da agência de notícias France-Presse disse que "explosões repetidas foram ouvidas em áreas próximas do Aeroporto Internacional do Kuwait", enquanto "explosões e interceções foram ouvidas" na capital do Bahrein, Manama.



O exército dos Estados Unidos (EUA) disse na rede social X que o Irão disparou sete mísseis contra o Kuwait e o Bahrein e garantiu que seis foram intercetados e o último falhou o alvo.




As forças armadas dos EUA acrescentaram que não foram registados feridos entre os soldados destacados na região nem quaisquer danos nas infraestruturas militares norte-americanas no Bahrein.




No início da semana, o Irão reivindicou a responsabilidade por um ataque ao Kuwait, em retaliação contra um alegado ataque dos Estados Unidos contra um petroleiro e contra a ilha iraniana de Qeshm.




Pelo contrário, a Guarda Revolucionária Islâmica negou qualquer envolvimento num outro ataque, com 'drones', que danificou um terminal de passageiros no Aeroporto Internacional do Kuwait e fez um morto e 63 feridos.




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Irão lança mísseis contra Israel após ataque a Beirute




O Irão lançou uma nova ronda de ataques contra Israel, após as forças de Telavive terem voltado a atacar o Líbano este domingo, apesar de estar em vigor um acordo de cessar-fogo.


Irão lança mísseis contra Israel após ataque a Beirute



O Irão atacou Israel diretamente pela primeira vez desde que entrou em vigor o cessar-fogo de abril, negociado com os Estados Unidos, em resposta a uma nova ofensiva israelita contra Beirute este domingo. Note-se que havia um acordo de cessar-fogo também entre Israel e o Líbano.



Segundo o exército de Telavive as sirenes foram acionadas em várias zonas do norte de Israel, nomeadamente na zona de Haifa, onde foi detetado o lançamento de mísseis direcionados ao país.


O Irão, por sua vez, já assumiu ter realizado o ataque. De acordo com a agência de notícias iraniana Tasnim, o comandante do exército do Irão alegou que a ofensiva se deveu ao ataque levado a cabo por Telavive este domingo contra o Líbano.



Em comunicado, o comandante defendeu que Israel ultrapassou "todas as linhas vermelhas" ao atacar os subúrbios de Beirute e ao aumentar os ataques contra a população libanesa.



"Nós tínhamos alertado anteriormente que se o crime nos subúrbios de Beirute se espalha-se, que íamos atacar alvos nos territórios ocupados", recordou.



O militar acrescentou ainda que o exército israelita "tem de parar os seus ataques no sul do Líbano e nos subúrbios" e que "se alargar os seus ataques nesse região ou responder às ações do Líbano, vai enfrentar mais golpes esmagadores e ataques destrutivos vão começar contra o regime e os seus apoiantes".



Na rede social X, o conselheiro militar do líder supremo do Irão, Mohsen Rezaei, reiterou a mesma posição, defendendo o ataque contra Israel este domingo.



"A República Islâmica do Irão tem dito reiteradamente que não vai tolerar violações do cessar-fogo e agressões contra o Líbano. Hoje, os agressores receberam a resposta. Esta resposta é um aviso para terminarem com a sua crueldade; qualquer nova ação terá uma resposta mais esmagadora e custos maiores", afirmou.





Segundo o exército de Israel todos os mísseis iranianos foram intercetados. Contudo, continuam a ser identificados novos disparos de mísseis, pelo que o ataque ainda não terá terminado. Até ao momento, não são conhecidos danos ou feridos desta ofensiva.




Nas redes sociais, o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, deixou apenas uma frase em resposta a estes ataques: "Esta noite, Teerão tem de arder!".



Recorde-se de que Telavive anunciou um ataque contra Beirute este domingo, apesar do cessar-fogo acordado entre os dois países e mediado pelos Estados Unidos. O ataque fez, pelo menos, dois feridos, e mais de 20 feridos, incluindo quatro crianças.



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Israel anuncia lançamento de mísseis iranianos contra o seu território




O Exército israelita identificou hoje o lançamento de mísseis do Irão contra o seu território e garantiu estar "a operar para intercetar a ameaça", acrescentando que foram enviados alertas de precaução para os telemóveis das áreas possivelmente afetadas.


Israel anuncia lançamento de mísseis iranianos contra o seu território



O Exército israelita anunciou ainda ter intercetado esta madrugada um míssil lançado do Iémen. O lançamento ocorreu uma hora e meia depois de Israel ter anunciado que atacou "alvos militares" no oeste e no centro do Irão, em resposta ao ataque da República Islâmica como retaliação aos ataques israelitas contra o Líbano.



As sirenes soaram em todo o território de Israel e as forças armadas israelitas anunciaram que um míssil lançado do Iémen tinha como alvo o país, sem fornecerem mais detalhes. Os serviços de emergência de Israel afirmaram que não havia relatos de vítimas nem de impactos decorrentes do lançamento a partir do Iémen.




Pouco depois do alarme, que soou em Jerusalém, Telavive e outras zonas do centro de Israel, o Exército informou que os abrigos podiam ser abandonados, porque a ameaça tinha passado, e confirmou à agência EFE que o míssil tinha sido intercetado.




O Iémen é o lar dos rebeldes Huthis, apoiados pelo Irão. Os Huthis dispararam mísseis contra Israel durante a guerra entre Israel e o Hamas e posteriormente, mas não se envolveram totalmente na guerra com o Irão. Os Huthis não reivindicaram este ataque.




O Irão lançou na noite de domingo um total de onze mísseis contra Israel, na sequência do ataque israelita contra dois apartamentos nos subúrbios meridionais de Beirute, conhecidos como Dahye, onde, pelo menos, duas pessoas morreram e 20 ficaram feridas este domingo. Israel assegurou que se tratou de uma operação contra um quartel do grupo xiita Hezbollah.




O Irão já tinha antecipado que, se os ataques de Israel contra o Líbano continuassem, retaliaria, considerando que o cessar-fogo alcançado com os Estados Unidos em 08 de abril inclui a nação árabe.




O Exército israelita afirmou ter intercetado todos os mísseis lançados pelo Irão.




Além de Israel e Irão, também na Arábia Saudita as sirenes de alerta de mísseis soaram esta madrugada na zona onde se situa uma base aérea que acolhe forças norte-americanas.



A comunicação social estatal saudita noticiou o alerta na província de Al Kharj, onde se encontra a Base Aérea Príncipe Sultan. O alerta surgiu na sequência dos ataques de Israel ao Irão. Pouco depois, a Arábia Saudita afirmou que o perigo de mísseis na zona tinha passado, sem dar mais pormenores.



A Casa Branca não comentou até agora os ataques israelitas contra o Irão esta madrugada, incluindo a questão de se saber se foram realizados em coordenação com os Estados Unidos, avançou a agência de notícias Associated Press (AP).




O Presidente norte-americano, Donald Trump, disse este domingo à Fox News que queria que os iranianos parassem de disparar mísseis e regressassem à mesa de negociações. Também afirmou que os ataques de Israel no Líbano no início do domingo não foram coordenados com os Estados Unidos. "Não estou contente com isso", sublinhou Trump.




Um alto funcionário norte-americano, citado pela AP, afirmou que Trump tinha ligado ao primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, para o exortar a não retaliar imediatamente ao ataque com mísseis iraniano. O funcionário, que falou sob condição de não ser identificado para descrever uma conversa telefónica privada, disse que Trump acreditava ter convencido Netanyahu a esperar.




Trump "conseguiu que Bibi [Netanyahu] adiasse a resposta por enquanto", afirmou o funcionário, que não revelou outros detalhes sobre o telefonema.



Antes, porém, do ataque israelita, numa entrevista com o jornal britânico Financial Times, Trump insistiu que ditou as condições a Netanyahu sobre a forma como a guerra deveria ser conduzida. "Ele não terá escolha", afirmou Trump ao jornal numa entrevista por telefone. "Sou eu quem toma as decisões. Sou eu quem toma todas as decisões. Não é ele [Netanyahu] quem toma as decisões", insistiu.




Não houve qualquer comentário imediato por parte do gabinete de Netanyahu.




Os ataques ameaçam ainda mais os esforços para alcançar um cessar-fogo permanente na guerra entre o Irão e os Estados Unidos e aumentam a possibilidade de um regresso a combates intensos, complicando os esforços de mediação para pôr fim à guerra.




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Teerão confirma ataque israelita contra complexo petrolífero no Golfo




Autoridades regionais iranianas confirmaram hoje um ataque do exército israelita contra o complexo petroquímico de Mahshahr, que causou "danos parciais", informaram os meios de comunicação oficiais do Irão.


Teerão confirma ataque israelita contra complexo petrolífero no Golfo





"Há alguns minutos, a empresa petroquímica Karoon, em Mahshahr, foi alvo de um ataque aéreo e atingida por projéteis disparados pelo inimigo sionista, o que danificou parte das instalações", declarou o vice-governador regional da localidade atingida, no sudoeste do Irão, citado pela agência iraniana Fars, que não identificou a fonte.



A confirmação do ataque foi conhecida pouco depois do exército israelita noticiar ter atingido "vários alvos" naquela zona económica especial petroquímica próxima do Golfo.




O Irão anunciou em contrapartida ter atacado duas importantes bases aéreas israelitas, Nevatim e Tol Nof, num contexto de ataques recíprocos de magnitude sem precedentes desde a entrada em vigor de um frágil cessar-fogo há dois meses.




"A operação foi levada a cabo em resposta ao ataque com mísseis perpetrado pelo regime sionista (...) contra vários locais de radar situados em três locais diferentes" no Irão, indicou através de um comunicado a Guarda da Revolução Islâmica.




Também o exército israelita identificou o lançamento de uma vaga de mísseis do Irão contra o seu território e garantiu estar "a operar para intercetar a ameaça", acrescentando que foram enviados alertas de precaução para os telemóveis das áreas possivelmente afetadas. Jornalistas da agência France-Presse (AFP) confirmaram duas explosões em Jerusalém.




As forças israelitas anunciaram ainda o lançamento pelos Huthis de um míssil a partir do Iémen contra Israel, que foi intercetado.




O fogo cruzado entre o Irão e Israel recomeçou na noite deste domingo com o ataque iraniano contra o território israelita, em retaliação ao bombardeamento de Israel a Beirute horas antes.




O Irão lançou na noite de domingo um total de onze mísseis contra Israel, na sequência do ataque israelita contra dois apartamentos nos subúrbios meridionais de Beirute, conhecidos como Dahye, onde, pelo menos, duas pessoas morreram e 20 ficaram feridas este domingo. Israel assegurou que se tratou de uma operação contra um quartel do grupo xiita Hezbollah.




O Irão já tinha antecipado que, se os ataques de Israel contra o Líbano continuassem, retaliaria, considerando que o cessar-fogo alcançado com os Estados Unidos em 08 de abril inclui a nação árabe.



O Exército israelita afirmou ter intercetado todos os mísseis lançados pelo Irão.




O fogo cruzado ao 100.º dia do início da guerra ameaça ainda mais os esforços para alcançar um cessar-fogo permanente e aumentam a possibilidade de um regresso a combates intensos, complicando os esforços de mediação para pôr fim ao conflito iniciado com os ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irão em 28 de fevereiro.




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Israel anuncia ataques contra vários "alvos militares" iranianos




As forças armadas israelitas informaram hoje ter atacado "alvos militares" no oeste e no centro do Irão, horas depois de Teerão ter lançado mísseis contra Israel em retaliação aos ataques israelitas contra o Líbano.


Israel anuncia ataques contra vários alvos militares iranianos





A televisão estatal iraniana informou que se ouviram sons de explosões em Isfahan, Tabriz e Teerão, sem fornecer mais detalhes de imediato.



Uma testemunha em Teerão, citada mas não identificada pela AP, relatou ter ouvido pelo menos uma forte explosão algures a oeste da capital do país. O Irão fechou o espaço aéreo em torno do Aeroporto Internacional Imam Khomeini, em Teerão, o principal aeroporto do país, na sequência dos ataques israelitas.



As autoridades iranianas não forneceram detalhes sobre os alvos atingidos, nem informações sobre os danos causados. A Guarda da Revolução Islâmica, força paramilitar do Irão, afirmou que Israel utilizou mísseis balísticos lançados do ar no ataque desta madrugada, sem acrescentar pormenores.




As forças armadas israelitas emitiram, ao amanhecer no Irão, um breve comunicado pouco depois dos ataques terem início: "Há pouco tempo, a Força Aérea Israelita atacou alvos militares pertencentes ao regime terrorista iraniano no oeste e no centro do Irão", relatou o comunicado, igualmente, sem adiantar outra informação.




A Casa Branca não comentou os ataques, incluindo a questão de se saber se estes foram realizados em coordenação com os Estados Unidos, avançou a AP.



Durante dias, as negociações entre o Irão e os Estados Unidos sobre o frágil cessar-fogo na guerra ficaram paralisadas devido aos combates entre Israel e a milícia xiita libanesa Hezbollah. Israel ocupa agora o sul do Líbano e avançou para áreas do país que não controlava há um quarto de século --- o que suscitou receios de que alargasse ainda mais a campanha militar no país vizinho.




No domingo, Israel lançou ataques aéreos nos subúrbios do sul de Beirute. O Irão retaliou com um ataque a Israel, o que levou agora ao ataque de Israel ao Irão esta madrugada.




O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse este domingo à Fox News que queria que os iranianos parassem de disparar mísseis e regressassem à mesa de negociações. Também afirmou que os ataques de Israel no Líbano no início do domingo não foram coordenados com os Estados Unidos. "Não estou contente com isso", sublinhou Trump.




Um alto funcionário norte-americano citado pela AP, afirmou que Trump tinha ligado ao primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, para o exortar a não retaliar imediatamente ao ataque com mísseis iraniano. O funcionário, que falou sob condição de não ser identificado para descrever uma conversa telefónica privada, disse que Trump acreditava ter convencido Netanyahu a esperar.




Trump "conseguiu que Bibi [Netanyahu] adiasse a resposta por enquanto", afirmou o funcionário, que não revelou outros detalhes sobre o telefonema.



Não houve qualquer comentário imediato por parte do gabinete de Netanyahu.




Os ataques ameaçam ainda mais os esforços para alcançar um cessar-fogo permanente na guerra entre o Irão e os Estados Unidos e aumentam a possibilidade de um regresso a combates intensos, complicando os esforços de mediação para pôr fim à guerra.




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Escalada da violência entre Irão e Israel leva a restrições no espaço aéreo




A escalada do conflito entre o Irão e Israel levou hoje vários países do Médio Oriente a fechar ou restringir o espaço aéreo, por precaução, enquanto a Jordânia denunciou a passagem de mísseis sobre o país.


Escalada da violência entre Irão e Israel leva a restrições no espaço aéreo




A Jordânia denunciou a violação do seu espaço aéreo por "vários mísseis", depois de o Irão ter lançado vários ataques contra Israel em resposta ao ataque israelita contra os subúrbios do sul de Beirute, no Líbano.



"O espaço aéreo do Reino Hachemita da Jordânia foi violado esta noite por vários mísseis, no meio de uma nova escalada de tensões na região", escreveu o porta-voz do Governo, Mohamed al Momani, na sua conta na rede social X.




De acordo com Al Momani, as autoridades jordanas ativaram as sirenes e pediram aos residentes no país que sigam as instruções fornecidas.



Além disso, acrescentou que as Forças Armadas do país "estão a acompanhar de perto os acontecimentos regionais e a cumprir o seu dever" para "proteger a pátria e os seus bens".



Até ao momento, as autoridades da Jordânia não informaram sobre a queda de mísseis, nem sobre o impacto de qualquer projétil ou seus destroços no seu território.




"Reiteramos o nosso aviso contra qualquer tentativa de violar o espaço aéreo do reino por parte de qualquer fação e afirmamos que não será permitido que ninguém transforme a Jordânia num campo de batalha", declarou o porta-voz do Governo.




Entretanto, a Síria encerrou parcialmente o seu espaço aéreo, na sequência dos disparos do Irão contra Israel, enquanto o Iraque fechou temporariamente.




A autoridade de aviação civil iraquiana anunciou um encerramento de 72 horas, enquanto a autoridade síria optou por encerrar os seus "corredores aéreos do sul" durante 12 horas e suspender a atividade do aeroporto internacional de Damasco.




O Irão também encerrou no domingo à noite, até nova ordem, o seu espaço aéreo na parte ocidental do país.




Já no Qatar, o Sistema de Gestão de Informação Aeronáutica (AIM) publicou um aviso no qual anuncia rotas alternativas no seu espaço aéreo para voos com destino ao Kuwait, Arábia Saudita ou rotas de trânsito para os Emirados Árabes Unidos (EAU).




Até ao momento, não anunciou o encerramento nem restrições do espaço aéreo do Qatar, como já fez noutras ocasiões de grande tensão no espaço aéreo dos países do Golfo Pérsico, após o início da guerra lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, no passado dia 28 de fevereiro.




Estas rotas alternativas temporárias devem ser utilizadas entre hoje, 07 de junho, e o próximo dia 14.




O Irão lançou hoje vários ataques de mísseis contra Israel, em retaliação aos ataques do Estado israelita contra os subúrbios do sul de Beirute, conhecidos como Dahye.




O Exército iraniano advertiu Israel de que, se responder aos ataques que levou a cabo contra o seu território ou voltar a bombardear o Líbano, "enfrentará uma resposta devastadora".




Este bombardeamento contra o Dahye é o primeiro desde que o Líbano e Israel acordaram, na quarta-feira, um cessar-fogo condicionado à cessação dos ataques e sem a presença do grupo xiita libanês Hezbollah, aliado iraniano que rejeitou a proposta e voltou a apelar às autoridades locais para que abandonassem as negociações.




Teerão exige que cessem os ataques contra o Líbano como parte do processo de negociações para alcançar um acordo que ponha fim à guerra iniciada em fevereiro e permita a reabertura do Estreito de Ormuz, uma via fundamental para o comércio mundial de petróleo e gás.




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Israel diz ter realizado ataque contra sistemas de defesa aérea iranianos




As Forças Armadas de Israel afirmaram hoje que dezenas dos seus caças realizaram um ataque de grande escala contra sistemas de defesa aérea iranianos em várias localidades do centro e do oeste do Irão.


Israel diz ter realizado ataque contra sistemas de defesa aérea iranianos





O ataque, segundo um comunicado militar, desmantelou múltiplos "sistemas de defesa estratégicos" que o Irão terá implantado após a entrada em vigor do último cessar-fogo, em abril.



"Durante a Operação Rugido do Leão [como Israel designa a sua mais recente ofensiva contra o Irão, lançada em conjunto com os Estados Unidos a 28 de fevereiro], as forças de defesa de Israel enfraqueceram severamente as capacidades de defesa do regime terrorista iraniano. Estes ataques reforçam ainda mais a liberdade de ação da Força Aérea israelita no espaço aéreo iraniano", é referido no comunicado.




Hoje de manhã, as Forças Armadas de Israel já tinham informado que a sua força aérea atacou o complexo petroquímico de Mahshahr, no sudoeste do Irão.




O ataque ocorreu no meio do fogo cruzado entre o Irão e Israel, que começou na noite de domingo com um ataque iraniano em território israelita em retaliação pelo bombardeamento israelita de Beirute, horas antes.




Israel reportou ataques a zonas no oeste e centro do Irão, que por sua vez lançou uma série de mísseis na noite de domingo e mais três hoje de manhã contra território israelita, sem causar feridos.



Entretanto, os Huthis no Iémen lançaram um míssil em direção ao território israelita, que foi intercetado.



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Hutis do Iémen declaram proibição à navegação israelita no mar Vermelho




As forças Huti do Iémen declararam hoje uma proibição "completa e total" à navegação israelita no mar Vermelho e reivindicaram a responsabilidade pelo disparo de mísseis contra Israel.


Hutis do Iémen declaram proibição à navegação israelita no mar Vermelho








Num comunicado oficial, os rebeldes justificaram o agravamento do conflito como parte da atuação de "frentes unidas" para confrontar a "agressão americano-sionista" (Estados Unidos e Israel) e romper o cerco ao que denominaram como "eixo da resistência", que inclui o Irão, Gaza, Líbano e Iraque.



A milícia do Iémen alertou ainda que considera todos os movimentos inimigos como alvos militares e afirmou que as operações vão intensificar-se.



Com o anúncio, os Huti reativam formalmente a campanha de limitação do trânsito marítimo, que estava suspensa desde a entrada em vigor do cessar-fogo em Gaza, em outubro de 2025, de acordo com o plano de paz intermediado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.



A trégua representou a pausa mais significativa nos ataques dos rebeldes, que controlam a maior parte do território do Iémen desde o final de 2014.




Contudo, os Huti têm reiterado que o bloqueio contra navios israelitas ou ligados a Israel só vai ser suspenso de forma permanente quando o cerco aos territórios palestinianos cessar por completo.




A declaração divulgada hoje reafirma a posição original, face à intensificação da violência na região.




Além de anunciarem a reativação do bloqueio naval, os Huti confirmaram no comunicado que lançaram um ataque no domingo contra território israelita, visando "pontos sensíveis na região de Jafa" (Telavive), e que os projéteis atingiram os alvos com precisão.



Porém, o Exército israelita confirmou à agência de notícias espanhola EFE que o míssil lançado do Iémen foi intercetado com sucesso depois de terem sido acionados alertas de emergência em Jerusalém, Telavive e no centro de Israel.




A retoma das hostilidades e o envolvimento do Iémen colocam em risco o sucesso das conversações de paz mediadas pelos Estados Unidos, após o cessar-fogo regional declarado a 08 de abril.



A deterioração da situação ocorreu depois de Israel ter bombardeado os subúrbios do sul de Beirute, apesar dos apelos dos Estados Unidos para abandonar a operação, e depois de o Irão ter avisado que os ataques na zona violariam o acordo de cessar-fogo em vigor desde abril.



O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que iria pedir ao primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, que não retaliasse contra a mais recente ofensiva iraniana, no domingo, de forma a conter a situação, mas Israel não acatou o pedido.



nm
 

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EUA disparam contra petroleiro no golfo de Omã após violação de bloqueio




As Forças Armadas norte-americanas anunciaram hoje que dispararam contra um petroleiro sem carga no golfo de Omã e o deixaram inoperacional após a embarcação alegadamente ter violado o bloqueio imposto pelos Estados Unidos aos portos iranianos.


EUA disparam contra petroleiro no golfo de Omã após violação de bloqueio




Num comunicado divulgado na Internet, o Comando Central dos Estados Unidos para o Médio Oriente (CENTCOM) afirmou que a operação teve como alvo áreas essenciais ao funcionamento do navio.



"O alvo foram as salas de máquinas e de voo do navio, depois de a tripulação se ter recusado a cumprir as ordens das forças norte-americanas", informou o comando militar.




Segundo o CENTCOM, a intervenção ocorreu após a embarcação desrespeitar as restrições marítimas impostas por Washington no âmbito das medidas destinadas a pressionar o Irão.




O comando norte-americano não divulgou a identidade do navio, a sua bandeira de registo nem informações sobre eventuais feridos entre a tripulação.




O incidente ocorre num contexto de elevada tensão no golfo e no estreito de Ormuz, onde os Estados Unidos mantêm operações navais destinadas a fazer cumprir o bloqueio anunciado durante o conflito regional envolvendo o Irão e Israel.




Nas últimas semanas, Washington tem intensificado as ações de fiscalização marítima na região, alegando a necessidade de impedir atividades relacionadas com o comércio e transporte de recursos energéticos iranianos.


nm
 

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Ataques israelitas no sul do Líbano deixam 14 mortos




Ataques israelitas hoje no sul do Líbano deixaram 14 mortos e 20 feridos, segundo as autoridades locais e a Cruz Vermelha, e Israel promete continuar a visar o Hezbollah pró iraniano, apesar das ameaças de represálias de Teerão.


Ataques israelitas no sul do Líbano deixam 14 mortos




"O ataque do inimigo israelita ao amanhecer de hoje à aldeia de Zifta, na região de Nabatiyé", fez sete mortos, tal como foi noticiado na altura, incluindo "uma criança síria e uma mulher, e oito feridos, incluindo duas mulheres", anunciou o ministério libanês da Saúde num comunicado.



Ao anoitecer, o mesmo ministério indicou que um ataque a Tiro tinha causado cinco mortos e oito feridos.



"Uma incursão do inimigo israelita na cidade de Tiro, perto do centro da Cruz Vermelha, fez cinco mártires e oito feridos, dos quais quatro são socorristas da Cruz Vermelha", precisou o ministério num comunicado.


Outro ataque durante a noite matou duas pessoas, uma das quais uma criança, e feriu dez pessoas em Marwanieh, no sul, segundo a mesma fonte.



Antes, o exército israelita tinha lançado um apelo à retirada das populações numa zona de Tiro.



Hoje, os ataques israelitas atingiram mais de quinze localidades no sul do Líbano, nomeadamente em Tiro, segundo a Agência Nacional de Informação Libanesa (ANI, oficial). Um dos ataques "alvo um carro (...) perto de um edifício da Cruz Vermelha Libanesa" nesta cidade costeira, segundo a mesma fonte.



Quatro socorristas ficaram feridos neste ataque, alvejados por estilhaços de vidro, foram hospitalizados, segundo a Cruz Vermelha.



Um fotógrafo da agência de notícias francesa AFP viu uma espessa coluna de fumo erguer-se de uma estrada costeira da cidade.



O Hezbollah reivindicou por sua vez novos ataques contra forças israelitas no sul do Líbano, mas não contra o norte de Israel.



Por seu lado, o exército israelita afirmou que três projéteis tinham sido disparados do Líbano "em direção a militares israelitas em operação no sul do Líbano", e que um projétil adicional "caiu perto das tropas" sem causar feridos.



Hoje, ao meio-dia, após ataques recíprocos desde a noite anterior entre o Irão e Israel, o comando das forças armadas iranianas anunciou "a cessação da operação", qualificada de "resposta severa" a Israel.



Mas, advertiu que "no caso de continuar a agressão e as hostilidades, incluindo no sul do Líbano, serão realizadas ações muito mais severas e repressivas do que antes".



O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, respondeu que o seu país "continuará a agir contra o Hezbollah". E prometeu que "qualquer tentativa iraniana de estabelecer uma ligação entre o Líbano e o Irão com o objetivo de atacar Israel receberá uma resposta em grande força".



Teerão insiste em tratar ao mesmo tempo o conflito entre Israel e o Hezbollah, e o mais amplo no Médio Oriente, enquanto os Estados Unidos desejam gerir o dossier libanês numa fase posterior.



Israel tinha realizado, no domingo, um ataque à periferia sul de Beirute, reduto do Hezbollah, que provocou duas mortes, como resposta aos disparos dirigidos para o seu território, após ter avisado que atacaria Beirute, em caso de ataques do Hezbollah contra o seu território.


Tratava-se dos primeiros ataques à periferia sul da capital desde um novo acordo de cessar-fogo anunciado na quarta-feira, após uma quarta sessão de negociações entre o Líbano e Israel em Washington.



Uma trégua anterior tinha sido anunciada a 17 de abril sem nunca ter sido respeitada.



Desde o início, a 02 de março, da nova guerra no Líbano entre o Hezbollah pró-iraniano e Israel, os ataques israelitas provocaram mais de 3.600 mortes, segundo as autoridades.




nm
 
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