Guarda Revolucionária ameaça cobrar por uso de cabos submarinos de Ormuz
A Guarda Revolucionária iraniana ameaçou hoje cobrar pela utilização dos cabos submarinos que atravessam o estreito de Ormuz, sublinhando que qualquer perturbação nesses equipamentos custaria à economia global "centenas de milhões de dólares por dia".
Numa mensagem publicada na plataforma digital Telegram, o Exército ideológico da República Islâmica afirmou que, em nome da "soberania absoluta" do Irão sobre as suas águas territoriais, o país "poderá declarar que todos os cabos de fibra ótica que atravessam o estreito estão sujeitos a licenças, monitorização e portagens".
A mensagem da Guarda Revolucionária surgiu horas depois de o Governo iraniano ter formalizado a criação de um novo organismo para a gestão do estreito de Ormuz, uma via marítima estratégica para o comércio mundial de petróleo e derivados que Teerão controla desde o início da guerra com os Estados Unidos e Israel, a 28 de fevereiro.
A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA, na sigla em inglês) já tem uma conta oficial, através da qual irá fornecer "atualizações em tempo real sobre as operações" no estreito.
O anúncio foi partilhado nas redes sociais pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional e pela Marinha da Guarda Revolucionária, noticiou a agência francesa AFP.
O Irão bloqueou o estreito de Ormuz logo no primeiro dia de uma ofensiva militar conjunta dos Estados Unidos e de Israel, a 28 de fevereiro, justificada com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.
Teerão retaliou também com ataques aos países da região, numa guerra que causou já milhares de mortos, sobretudo no Irão e no Líbano.
As competências exatas da nova estrutura não foram divulgadas de imediato, mas, segundo o jornal especializado Lloyd's List, cabe à PGSA "aprovar o trânsito de navios e cobrar taxas de passagem no Estreito de Ormuz".
As embarcações são obrigadas a fornecer informações pormenorizadas sobre o proprietário, o seguro, os membros da tripulação e a rota de trânsito prevista, de acordo com a mesma fonte.
No início de maio, a televisão estatal iraniana Press TV apresentou o novo organismo como um "sistema destinado a exercer a soberania" do Irão sobre o Estreito de Ormuz.
O presidente da comissão parlamentar de Segurança Nacional iraniana, Ebrahim Azizi, afirmou no domingo que o país tinha "instituído um mecanismo profissional de gestão de tráfego" no estreito, que estaria operacional em breve.
Desde o início do conflito, o Irão tem insistido que o tráfego no estreito "não voltará à situação anterior à guerra".
Teerão anunciou em abril que arrecadou as primeiras receitas provenientes das portagens impostas nesta via estratégica.
O controlo iraniano da passagem marítima por onde circula habitualmente cerca de um quinto da produção mundial de petróleo perturba os mercados energéticos globais e confere a Teerão um importante trunfo estratégico.
Os Estados Unidos mantêm um bloqueio aos portos iranianos desde 13 de abril, decretado um dia depois de terem falhado as primeiras negociações sobre o fim da guerra, sob mediação do Paquistão.
Para a realização das conversações, as duas partes acordaram um cessar-fogo, que está em vigor desde 08 de abril.
Nova agressão? Teerão adverte EUA para resposta "rápida e poderosa"
O Irão advertiu hoje os Estados Unidos para não cometeram novamente um "erro de cálculo", garantindo que as Forças Armadas iranianas têm "o dedo no gatilho" para responder de forma "rápida, firme e poderosa" a qualquer nova agressão.
As declarações surgem depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter adiado um ataque contra o país persa previsto para hoje.
"Anunciamos aos Estados Unidos e aliados que não cometam novamente um erro estratégico nem de cálculo", advertiu o comandante do quartel-general Jatam al Anbiya, o major-general Ali Abdolahi, num comunicado divulgado pela agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária do Irão.
O alto responsável militar afirmou que a República Islâmica e as Forças Armadas se encontram numa posição de maior preparação militar em relação ao passado e prometeu uma resposta "rápida, decisiva, poderosa e abrangente" a qualquer nova agressão contra o país.
Donald Trump afirmou na segunda-feira que adiou por "um breve período de tempo" um ataque ao Irão previsto para hoje, com o objetivo de dar margem às negociações, depois de os aliados árabes lhe terem pedido para adiar "dois ou três dias".
"A Arábia Saudita, o Qatar, os Emirados Árabes Unidos e alguns outros pediram-me se poderíamos adiá-lo por dois ou três dias, um curto período, porque acreditam que estão muito perto de chegar a um acordo", declarou.
Na rede social Truth Social, Trump advertiu que, apesar do adiamento, ordenou aos comandantes militares que estivessem "preparados para um ataque em grande escala contra o Irão a qualquer momento, caso não se chegue a um acordo aceitável".
O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Ismail Bagaei, afirmou, na segunda-feira, que as negociações de paz com os Estados Unidos prosseguem através da troca de propostas via Paquistão, e que Teerão entregou a resposta às últimas considerações de Washington.
As negociações entre Washington e Teerão para pôr fim à guerra iniciada a 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel não avançaram desde que começaram, a 11 de abril, em Islamabade, devido a divergências, especialmente em torno do programa nuclear iraniano e da situação no estreito de Ormuz.
Donald Trump afirma que negociações com Irão estão "por um fio"
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que as negociações com Teerão estão "por um fio", divididas entre um acordo para pôr fim à guerra e a retoma dos ataques contra o Irão.
Desde que anunciou na segunda-feira que iria suspender novos ataques para dar tempo às negociações, Donald Trump tem enviado sinais contraditórios, oscilando entre o otimismo e ameaças de retomar as hostilidades.
"Veremos o que acontece. Ou chegamos a um acordo ou tomaremos medidas um pouco mais drásticas. Mas espero que isso não aconteça", disse na quarta-feira o dirigente norte-americano aos jornalistas na Base Aérea de Andrews, em Maryland.
"Estamos por um fio, acreditem. Se não obtivermos as respostas certas, as coisas podem mudar muito rapidamente. Estamos todos prontos para agir. Precisamos de obter as respostas certas. Elas precisam de ser totalmente, a 100%, satisfatórias", notou.
Trump acrescentou que um acordo com o Irão pouparia "muito tempo, energia e vidas", estimando que poderia ser concluído "muito rapidamente, ou em poucos dias".
O Presidente norte-americano indicou esta semana que estava a uma hora de ordenar o reinício dos ataques contra o Irão, mas adiou a agressão planeada para terça-feira a pedido de países do Golfo.
Diplomacia de Teerão diz estar a analisar uma nova proposta dos EUA
O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Ismail Bagaei, disse hoje que Teerão está a analisar uma nova proposta dos Estados Unidos para pôr fim à guerra.
A declaração do porta-voz da diplomacia iraniana ocorre na altura em que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigiu que o Irão forneça as "respostas certas" sobre as conversações.
O diplomata iraniano disse que a troca de mensagens entre os representantes dos dois países decorreu em várias rondas, sendo que "as opiniões" dos negociadores norte-americanos estão a ser analisadas.
Bagaei explicou que as duas partes estão a trabalhar num texto de 14 pontos apresentado anteriormente pelo Irão e que foram realizadas várias "trocas de mensagens" em busca de uma fórmula que satisfaça os Estados Unidos e o Irão.
A versão mais recente do texto terá sido comunicada a Teerão pelo ministro do Interior paquistanês, Mohsin Naqvi, que chegou na quarta-feira à capital iraniana, na segunda deslocação ao Irão em menos de uma semana.
De acordo com os meios de comunicação iranianos, Teerão pediu a Washington o fim da guerra em todas as frentes, incluindo no Líbano, e o levantamento das sanções.
A libertação de bens iranianos congelados e a indemnização por danos de guerra também foram solicitadas.
O reconhecimento da soberania do Irão sobre o Estreito de Ormuz e o adiamento das negociações sobre o seu programa nuclear foram assuntos evocados por Teerão, de acordo com fontes da Agência France Presse.
Donald Trump declarou na quarta-feira que aguarda respostas para terminar a guerra que começou a 28 de fevereiro.
"Precisamos de obter as respostas certas, precisam de ser totalmente boas, a 100%", disse o Presidente norte-americano em Washington.
Irão. Executados dois homens acusados de pertencerem a grupos terroristas
As autoridades iranianas admitiram hoje que dois homens acusados de pertencerem a "grupos terroristas separatistas" foram enforcados, numa altura em que as execuções têm vindo a repetir-se desde o início da guerra no Médio Oriente.
"Ramin Zaleh e Karim Maroufpour foram enforcados por pertencerem a grupos terroristas separatistas, formarem um grupo com o objetivo de perturbar a segurança nacional e por rebelião armada", escreveu o 'site' Mizan, porta-voz do poder judicial.
Segundo a mesma fonte, os dois homens, treinados para serem "agitadores", estiveram envolvidos em ataques contra as forças de segurança e planos de assassinato no oeste do Irão.
A data das suas detenções não foi divulgada.
Estas são as execuções mais recentes desde o início do conflito, que começou com um ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, a 28 de fevereiro.
O Irão executou recentemente Ehsan Afreshteh, de 32 anos, acusado de ser "um espião treinado pela Mossad no Nepal que vendeu informações confidenciais a Israel", e um estudante de engenharia aeroespacial suspeito de espionagem para os serviços de informação israelitas e norte-americanos.
Segundo organizações de defesa dos direitos humanos, incluindo a Amnistia Internacional, o Irão é o país que mais frequentemente aplica a pena de morte a seguir à China.
As autoridades executaram pelo menos 1.639 pessoas em 2025, um recorde desde 1989, de acordo com relatórios recentes da ONG norueguesa Iran Human Rights e da organização Together Against the Death Penalty (ECPM).
Teerão afasta "acordo próximo" com Estados Unidos
O Irão afastou hoje que "um acordo esteja próximo" com os Estados Unidos para encerrar a guerra na região do Golfo, enquanto confirmava visitas a Teerão de enviados do Paquistão e do Qatar no âmbito do processo negocial.
"Não podemos necessariamente dizer que chegámos a um ponto em que um acordo esteja próximo", declarou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão na televisão estatal.
Esmaeil Baghaei observou que as divergências com os Estados Unidos são "profundas e amplas", impedindo um acordo em apenas algumas semanas de negociações.
Os comentários do porta-voz da diplomacia de Teerão surgem a sequência da chegada à capital iraniana do chefe do Exército paquistanês, Asir Munir, mediador do diálogo entre as partes, no dia em que confirmou também a presença de uma delegação do Qatar.
Asir Munir chegou hoje à tarde a Teerão, onde o ministro do Interior paquistanês, Mohsin Naqvi, se encontra desde quarta-feira, a tentar aproximar posições da República Islâmica e dos Estados Unidos.
O Irão está a considerar uma nova proposta dos Estados Unidos, disse Baghaei na quarta-feira, acrescentando que ocorreram várias "trocas de mensagens" nos últimos dias.
Segundo os meios de comunicação do Irão, Teerão exige a Washington que ponha fim ao conflito em todas as frentes - incluindo os confrontos no Líbano entre Israel e o grupo xiita Hezbollah -, suspenda as sanções, liberte os bens iranianos congelados, forneça indemnizações pelos danos de guerra e reconheça a sua soberania sobre o estreito de Ormuz.
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, comentou hoje que foram registados "ligeiros progressos" nas negociações, mas alertou que não pode ser estabelecido um sistema de portagens numa via navegável internacional como o estreito de Ormuz.
Ao confirmar a visita de uma delegação do Qatar, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão elogiou os "esforços valiosos" de vários países para "evitar uma escalada ainda maior" do conflito, embora tenha ressalvado que o interlocutor oficial continua a ser o Paquistão.
Estas movimentações diplomáticas decorrem dois dias depois de o Paquistão ter entregado a mais recente proposta dos Estados Unidos e de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter classificado o último documento enviado pelas autoridades iranianas como "totalmente inaceitável".
As partes mantêm um frágil cessar-fogo desde 08 de abril - que interrompeu o conflito iniciado por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro contra a República Islâmica - e realizaram a única ronda de conversações formal, três dias depois em Islamabad, que não produziu resultados, e desde então prosseguem negociações indiretas.
O Irão continua a exercer ameaça militar no estreito de Ormuz, atingindo os preços globais de bens petrolíferos, enquanto os Estados Unidos impuseram um bloqueio naval aos portos iranianos como forma de asfixiar a economia da República Islâmica.
As negociações são centradas no estreito de Ormuz, no programa nuclear e de produção de mísseis de longo alcance do Irão, bem como no seu apoio a grupos armados no Médio Oriente, e nos bens iranianos congelados no estrangeiro e sanções internacionais contra Teerão.
Irão acusa Estados Unidos de sabotarem negociações para fim da guerra
O Irão acusou hoje os Estados Unidos de sabotarem as negociações para o fim da guerra com "exigências excessivas", perante uma mudança de agenda por parte do Presidente norte-americano, Donald Trump, sobre um eventual reatamento dos ataques.
O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, queixou-se ao secretário-geral da ONU, António Guterres, das "posições contraditórias e das repetidas exigências excessivas" dos Estados Unidos, noticiaram as agências iranianas Tasnim e Fars.
Segundo Araghchi, estes fatores "estão a prejudicar o processo negocial liderado pelo Paquistão".
"Apesar da profunda desconfiança em relação aos Estados Unidos, a República Islâmica do Irão tem-se empenhado neste processo diplomático com sentido de responsabilidade e a máxima seriedade, e está a esforçar-se para alcançar um resultado razoável e equitativo", acrescentou o ministro iraniano, citado pelas agências.
O líder do Exército paquistanês, marechal Asim Munir, chegou a Teerão na sexta-feira, no âmbito dos esforços de mediação do seu país.
Segundo a agência de notícias Irna, manteve um encontro demorado com Araghchi sobre "os mais recentes esforços e iniciativas diplomáticas destinadas a evitar uma maior escalada".
O porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmail Baghai, já tinha declarado que as divergências entre Teerão e Washington continuam "profundas".
De acordo com Baghai, questões como o fim da guerra em todas as frentes, incluindo no Líbano, a situação no estreito de Ormuz e o bloqueio norte-americano aos portos iranianos continuam "por resolver", assim como a questão nuclear.
O Qatar, diretamente afetado pela guerra iniciada pelos Estados Unidos e por Israel em 28 de fevereiro, e outros países da região procuram simultaneamente esforços alternativos de mediação.
Teerão confirmou a visita de uma delegação do Qatar na sexta-feira.
A imprensa norte-americana noticiou que Washington estaria a considerar novos ataques contra Teerão.
Segundo a CBS News, os militares norte-americanos estão a preparar-se para possíveis bombardeamentos durante o fim de semana.
Na sexta-feira, Donald Trump reuniu os conselheiros mais próximos para discutir a guerra, noticiou o portal de notícias Axios, e anunciou que não poderá estar presente no casamento do filho mais velho, Don Jr., nas Bahamas, este fim de semana, para permanecer em Washington, por "razões relacionadas com assuntos de Estado".
Irão: Esforços diplomáticos intensificam-se para conseguir acordo de paz
Os esforços diplomáticos para a paz entre Irão e Estados Unidos da América intensificaram-se nas últimas horas, com conversações entre governantes de Qatar, Turquia, Iraque, Omã e Irão, enquanto este país analisa a última proposta de Washington.
Desde a noite passada que o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, tem mantido conversações telefónicas com os seus homólogos da Turquia, Hakan Fidan, do Iraque, Fuad Hussein, do Qatar, Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, de Omã, Badr al-Busaidi, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, que não adiantou mais pormenores.
Araqchi falou ainda telefonicamente com o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, a quem informou sobre o progresso das negociações de paz .
Hoje, em comunicado, o Qatar disse de que pediu aos Estados Unidos e ao Irão que respondam positivamente aos esforços de mediação do Paquistão para alcançar um acordo "sustentável" que ponha fim à guerra, impeça uma escalada e restaure a segurança no Golfo Pérsico.
Segundo o Qatar, o ministro dos Negócios Estrangeiros do país, Mohammed bin Abdulrahman, coordenou esta posição em conversações telefónicas separadas com Arábia Saudita, Turquia e Jordânia.
O Qatar faz parte da poderosa aliança política e económica do Conselho de Cooperação do Golfo, que inclui também a Arábia Saudita, o Kuwait, os Emirados Árabes Unidos, o Bahrein e Omã. Os seus membros são aliados de Washington e alguns deles albergam importantes bases militares americanas no Médio Oriente.
Por esta razão, todos foram atacados com mísseis e drones iranianos durante a guerra, que começou a 28 de fevereiro, e as suas economias são das mais afetadas pelo bloqueio iraniano do estreito de Ormuz, uma vez que dependem das exportações de petróleo e gás.
Na sexta-feira, o chefe do Exército paquistanês, Asim Munir, que atua como mediador entre o Irão e os EUA, chegou a Teerão para discutir a mais recente proposta dos EUA para um acordo de paz.
A visita foi interpretada por alguns órgãos de comunicação social regionais como sinal de progresso nas negociações, embora o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Ismail Bagaei, se tenha mostrado cauteloso em declarações à televisão estatal na sexta-feira.
"Não podemos dizer que chegámos a um ponto em que um acordo esteja próximo. A diplomacia leva tempo, e as partes estão a aproveitar todas as oportunidades para expressar os seus pontos de vista", declarou Bagaei, que indicou que as negociações estão focadas no fim da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano.
Já as negociações sobre o programa nuclear iraniano serão abordadas numa fase posterior a um possível acordo de paz.
Segundo meios de comunicação iranianos, a República Islâmica exigiu aos EUA o fim da guerra em todas as frentes, o levantamento das sanções, a libertação de bens iranianos congelados, indemnizações por danos de guerra e o reconhecimento da sua soberania sobre o Estreito de Ormuz como pré-requisitos para um acordo inicial.
O presidente norte-americano, Donald Trump, insistiu na sexta-feira que o Irão "nunca terá uma arma nuclear" e que o conflito "será resolvido em breve".
Os Estados Unidos insistem até agora que o Irão deve entregar 440 quilos de urânio enriquecido a 60%, perto do nível militar de 90%, além de aceitar severas restrições ao seu programa nuclear.
As partes mantêm ainda grandes divergências sobre o estreito de Ormuz, parcialmente bloqueado por Teerão desde os primeiros dias da guerra, ao que os EUA responderam impondo um bloqueio naval aos portos e navios iranianos na zona desde 13 de abril.
O Irão quer ainda cobrar portagens no trânsito marítimo através do estreito e defende a sua jurisdição sobre a passagem estratégica, onde alega que os navios devem obter autorização iraniana para navegar.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, alertou na sexta-feira que não pode ser estabelecido um sistema de portagens numa via navegável internacional como o estreito de Ormuz, por onde transitavam 20% do petróleo e gás do mundo antes da guerra iniciada por Israel e pelos EUA contra o Irão em 28 de fevereiro.
Irão promete resposta "esmagadora" caso EUA retomem a guerra
O principal negociador do Irão, Mohammad Bagher Ghalibaf, prometeu hoje uma resposta "esmagadora" caso os Estados Unidos retomem a guerra e afirmou que o Irão "reconstruiu" as forças armadas durante o cessar-fogo iniciado em 08 de abril.
"As nossas forças armadas reconstruíram-se durante o período de cessar-fogo de tal forma que, se Trump cometer outro ato insensato e reiniciar a guerra, as consequências serão certamente muito mais esmagadoras e amargas para os Estados Unidos do que no primeiro dia da guerra", declarou Ghalibaf através das redes sociais.
Os esforços diplomáticos para a paz entre Irão e Estados Unidos da América intensificaram-se nas últimas horas, com conversações entre governantes de Qatar, Turquia, Iraque, Omã e Irão, enquanto este país analisa a última proposta de Washington.
Desde a noite passada que o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, tem mantido conversações telefónicas com os seus homólogos da Turquia, Hakan Fidan, do Iraque, Fuad Hussein, do Qatar, Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, de Omã, Badr al-Busaidi, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, que não adiantou mais pormenores.
Araqchi falou ainda telefonicamente com o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, a quem informou sobre o progresso das negociações de paz.
Segundo meios de comunicação iranianos, a República Islâmica exigiu aos EUA o fim da guerra em todas as frentes, o levantamento das sanções, a libertação de bens iranianos congelados, indemnizações por danos de guerra e o reconhecimento da sua soberania sobre o Estreito de Ormuz como pré-requisitos para um acordo inicial.
A imprensa norte-americana noticiou que Washington estaria a considerar novos ataques contra Teerão.
Segundo a CBS News, os militares norte-americanos estão a preparar-se para possíveis bombardeamentos durante o fim de semana.
Na sexta-feira, Donald Trump reuniu os conselheiros mais próximos para discutir a guerra, noticiou o portal de notícias Axios, e anunciou que não poderá estar presente no casamento do filho mais velho, Don Jr., nas Bahamas, este fim de semana, para permanecer em Washington, por "razões relacionadas com assuntos de Estado".
Donald Trump, reafirmou que o Irão "nunca terá uma arma nuclear" e que o conflito "será resolvido em breve".
Irão executou homem detido durante os protestos de janeiro
O Irão anunciou hoje a execução de um dos cidadãos detidos durante os protestos antigovernamentais de janeiro, acusado de atacar edifícios públicos na cidade de Nain, centro do país.
De acordo com o Supremo Tribunal de Teerão, o cidadão iraniano executado foi identificado como Abbas Akbari.
A agência de notícias Mizan, ligada ao poder judicial iraniano, indicou que Akbari foi condenado por acusações de "inimizade contra Deus", destruição deliberada de propriedade pública e perturbação da ordem pública e da segurança nacional.
Segundo a versão do regime de Teerão, o acusado era um dos líderes armados durante os protestos que ocorreram nos dias 07 e 08 de janeiro na cidade de Nain, que as autoridades iranianas disseram ter sido orquestrados pelos Estados Unidos e Israel.
No Irão, desde o início dos ataques norte-americanos e israelitas de 28 de fevereiro, verificou-se uma série de condenações à morte de alegados manifestantes, acusados de colaboração com forças estrangeiras.
Com a execução de Akbari, o Irão já enforcou 13 pessoas condenadas por participarem nos protestos de janeiro, que exigiriam o fim da República Islâmica.
Nos protestos morreram 3.117 pessoas, segundo a contagem oficial, embora as organizações de defesa dos direitos humanos estimem que o número real ultrapassou as sete mil mortes.
Na noite de domingo, as autoridades iranianas anunciaram também as condenações à morte de quatro arguidos no caso da morte de um membro da milícia Basij no bairro de Ekbatan, Teerão, durante os protestos de 2022, desencadeados pela morte sob custódia policial de Mahsa Amini, uma jovem detida por não usar o véu islâmico.
O Irão é um dos países com maior número de execuções no mundo.
Em 2025, as autoridades de Teerão enforcaram 2.159 pessoas, mais do dobro do número registado em 2024, segundo a Amnistia Internacional.
Teerão nega acordo iminente com EUA apesar de avanços nas negociações
Os responsáveis do regime da República Islâmica iraniana negaram hoje estar iminente um acordo de paz com os Estados Unidos da América (EUA) devido a "constantes mudanças" das posições de Washington, apesar de reconhecidos avanços nas negociações.
"É verdade que chegámos a conclusões sobre muitas questões em discussão, mas isso não significa que a assinatura de um acordo esteja iminente", disse o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Ismail Bagaei, em conferência de imprensa.
O mesmo responsável reiterou que as negociações estão focadas no fim da guerra e não no programa nuclear iraniano, assunto que disse ir ser será abordado posteriormente.
Por sua vez, os EUA afirmaram hoje que estão prestes a chegar a um acordo "sólido" com o Irão, depois de o seu presidente, Donald Trump, ter atenuado, na véspera, as esperanças de um acordo iminente.
"Temos o que considero ser algo bastante sólido em cima da mesa no que diz respeito à capacidade deles para abrir o estreito" de Ormuz, mas também "de entrar em negociações" sobre o programa nuclear iraniano, declarou o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, em Nova Deli.
Desencadeado a 28 de fevereiro por um ataque norte-americano e israelita ao Irão, o conflito alastrou-se a grande parte do Médio Oriente e causou milhares de mortos, sobretudo no Irão e no Líbano, onde o movimento pró-iraniano Hezbollah se juntou às hostilidades no início de março, atacando território israelita.
Há um cessar-fogo em vigor desde 08 de abril entre o Irão e os Estados Unidos, mas a economia mundial continua a ser abalada pelo quase bloqueio do estratégico Estreito de Ormuz, por iniciativa do Irão, há quase três meses.
Autoridades iranianas autorizam mais 32 navios a passarem por Ormuz
O Irão declarou hoje que 32 navios atravessaram o estreito de Ormuz nas últimas 24 horas após terem recebido autorização, elevando o número total de embarcações para 182 desde quarta-feira.
"Depois de receberem autorização da Marinha da Guarda Revolucionária, 32 navios atravessaram o estreito de Ormuz nas últimas 24 horas", anunciou o corpo militar de elite iraniano em um comunicado divulgado pela agência de notícias Tasnim.
A agência de notícias iraniana indicou que, entre as 32 embarcações, estavam cinco superpetroleiros, que tiveram prioridade na travessia pela passagem estratégica.
Um total de 182 navios conseguiu atravessar o estreito nos últimos seis dias com autorização da Marinha iraniana, que mantém um bloqueio parcial da passagem desde o início da guerra com Israel e os Estados Unidos, em 28 de fevereiro.
A Guarda Revolucionária não informou sob que bandeira navegavam os navios.
No entanto, a televisão estatal iraniana noticiou na semana passada que a maioria das embarcações que atravessaram o estreito de Ormuz com autorização do Irão estava ligada a países do Sudeste Asiático, que "mantêm relações de amizade" com Teerão.
O encerramento parcial do estreito de Ormuz, por onde passava 20% do petróleo mundial antes da guerra, fez subir os preços dos combustíveis, enquanto decorrem negociações para a sua reabertura.
Teerão impôs o bloqueio após o início dos ataques israelo-americanos contra o Irão, em 28 de fevereiro.
O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmaeil Baghaei, declarou hoje que o Irão vai estabelecer um mecanismo com Omã para "garantir o trânsito seguro", um serviço que exigirá pagamento, embora tenha insistido que não se trata de uma portagem.
Forças norte-americanas lançam "ataques em legítima defesa" no Irão
As forças norte-americanas realizaram esta segunda-feira "ataques em legítima defesa" no sul do Irão, dirigidos contra bases de lançamento de mísseis e embarcações iranianas, informaram meios de comunicação norte-americanos, citando fontes militares.
Timothy Hawkins, porta-voz do Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom), disse à Fox News que o ataque ocorreu em "legítima defesa" para proteger as tropas norte-americanas das ameaças representadas pelas forças iranianas.
"Entre os alvos estavam locais de lançamento de mísseis e embarcações iranianas que tentavam colocar minas", acrescentou o porta-voz.
Além disso, as forças responderam ao que parecia ser uma posição de mísseis que tinha como alvo aviões de combate norte-americanos, de acordo com uma fonte da Administração do Presidente Donald Trump citada pela mesma estação de televisão.
Donald Trump autorizou previamente as forças norte-americanas a responder às provocações iranianas em torno do Estreito de Ormuz.
Hawkins sublinhou que o Centcom "continua a defender" as forças norte-americanas aí presentes, "ao mesmo tempo que exerce contenção" durante o cessar-fogo em vigor.
Os ataques nas imediações do Estreito de Ormuz ocorrem precisamente quando os Estados Unidos e o Irão intensificaram, nos últimos dias, os contactos e estão a ultimar os detalhes de um acordo que pode permitir pôr fim à guerra.
A Casa Branca está confiante de que o acordo possa ser concluído nos próximos dias, embora Teerão tenha afirmado esta segunda-feira que a assinatura não é iminente.
Segundo informações divulgadas à imprensa, o acordo incluirá a reabertura do Estreito de Ormuz e o levantamento das sanções ao Irão, mas deixará a questão nuclear para uma fase posterior, o que suscitou críticas de vários senadores republicanos aliados de Trump
O Presidente norte-americano tentou na segunda-feira acalmar as preocupações e afirmou que o Irão "nunca obterá" uma arma nuclear. Mais tarde, insistiu através de um mensagem publicada na rede social Truth Social, que lhe pertence, que as reservas de urânio enriquecido do Irão serão entregues aos Estados Unidos para serem destruídas.
Irão executa um homem condenado por participar nos protestos de janeiro
O regime do Irão anunciou hoje que executou mais um homem condenado por ataques armados durante os protestos de janeiro no país, quando, segundo grupos de defesa dos direitos humanos, dezenas de acusados enfrentam a pena capital.
"Abbas Akbari foi enforcado esta manhã", informou o site Mizan Online, porta-voz do poder judicial da República Islâmica, descrevendo o executado como "um dos líderes armados" dos protestos na província central de Isfahan.
De acordo com o Mizan, Akbari "abriu fogo contra as forças de segurança nas ruas" e atacou edifícios governamentais e centros de saúde na cidade de Nain.
O mesmo site refere que o executado foi considerado culpado de várias acusações, incluindo "moharebeh" ("guerra contra Deus") e atos que, segundo as autoridades, visavam minar a ordem pública e a segurança nacional.
Akbari foi executado após o Supremo Tribunal confirmar a sua sentença, adiantou a mesma fonte.
Até agora, 13 homens tinham sido executados pelo alegado papel nos protestos de janeiro.
As execuções têm vindo a aumentar no Irão desde o início da guerra com Israel e os Estados Unidos, no final de fevereiro.
As organizações de defesa dos direitos humanos estimam que mais de 30 homens tenham sido enforcados devido às manifestações, acusados de pertencerem a grupos proibidos ou de espionagem.
De acordo com as ONG de defesa dos direitos humanos, incluindo a Amnistia Internacional, o Irão é o país que mais utiliza a pena de morte, a seguir à China.
O principal objetivo, segundo o diretor da ONG Direitos Humanos no Irão, Mahmoud Amiri Moghaddam, é "incutir medo na sociedade e impedir futuros protestos".
O aumento do número de execuções não teve "consequências políticas para a República Islâmica", observou o responsável da ONG baseada na Noruega, acrescentando que "é provável que as execuções diárias continuem e até aumentem nas próximas semanas e meses".
Para o grupo Hengaw, também sediado na Noruega, a execução de segunda-feira é "um claro exemplo de assassínio sancionado pelo Estado, com o objetivo de intimidar a sociedade e anular o direito legítimo do povo de protestar".
Na passada quinta-feira, a Amnistia Internacional informou que foram condenados à morte 78 "manifestantes, dissidentes e outros indivíduos ligados ou acusados ??de ligação a grupos de oposição".
O Hengaw indicou hoje que um tribunal revolucionário condenou quatro arguidos à morte e outros quatro a penas de prisão pelo assassínio, em 2022, de um membro do grupo paramilitar Basij, em Teerão.
Segundo a organização, os arguidos "não tiveram acesso a advogados, nem puderam apresentar adequadamente a sua defesa, apesar das significativas ambiguidades e irregularidades na investigação".
Por sua vez, a agência de notícias HRANA (Human Rights Activists News Agency), sediada nos Estados Unidos, afirmou que o Supremo Tribunal iraniano anulou as sentenças de morte de um casal, Mohammadreza Majidi-Asl e Bita Hemmati, num caso relacionado com os protestos de janeiro, um desenvolvimento que o poder judicial ainda não reconheceu.
Até então, o caso de Hemmati era o único conhecido de uma mulher condenada à morte no âmbito dos protestos contra o regime de Teerão que antecederam o ataque norte-americano e israelita.
Presidente do Irão ordena reposição de acesso à internet
O presidente iraniano ordenou o restabelecimento do acesso à internet internacional no Irão, suspenso desde o início da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o país, noticiou hoje a comunicação social nacional.
"O decreto que visa repor o acesso à internet ao seu estado anterior a janeiro foi comunicado ao Ministério das Comunicações pelo Presidente, Masoud Pezeshkian", informaram as agências de notícias iranianas Tasnim e Fars.
Interrompido durante os protestos populares de grande escala que culminaram no início de janeiro com violenta repressão e milhares de detenções, o acesso internacional à internet no Irão foi suspenso a 28 de fevereiro, data do início da ofensiva aérea israelo-norte-americana dos EUA ao país.
Desde então, a população apenas tinha acesso a plataformas digitais e 'sites' pertencentes à rede nacional da República Islâmica.
Presidente iraniano ordena fim de apagão da internet em vigor há 3 meses
O Presidente iraniano, Masud Pezeshkian, ordenou o restabelecimento do acesso à internet no Irão, após quase três meses de uma suspensão em vigor desde o início da guerra com os Estados Unidos e Israel, a 28 de fevereiro.
Segundo a agência IRNA, Pezeshkian instruiu o Ministério das Comunicações a devolver o acesso à internet internacional no país à situação anterior à guerra. A ordem presidencial deverá começar a ser aplicada já hoje.
A decisão foi tomada depois de o Comité Especial para a Gestão do Ciberespaço ter aprovado o restabelecimento da Internet internacional com nove votos a favor e três contra.
O ministro das Comunicações, Sattar Hashemi, confirmou ao jornal Shargh que o processo "já começou".
Hashemi tinha alertado que o corte da internet global custava ao país cerca de 30 milhões de dólares (25,7 milhões de euros) por dia e afetava 10 milhões de trabalhadores dependentes da economia digital.
Meios ligados à Guarda Revolucionária do Irão contestaram a autoridade do Governo para adotar a medida. A agência Fars sustentou que as restrições foram impostas pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional e que apenas esse organismo poderia revertê-las.
O Presidente, contudo, exerce também funções de chefe desse Conselho, o mais alto órgão de segurança do Irão.
O restabelecimento da internet internacional tornou-se um dos temas mais sensíveis do debate político iraniano após meses de restrições severas, que afetaram sobretudo empresas tecnológicas e plataformas digitais.
O vice-presidente, Mohammad Reza Aref, criticou esta segunda-feira as limitações "arbitrárias" ao acesso à rede, afirmando que encerrar a internet por motivos de segurança equivale a "fechar uma autoestrada inteira por causa da infração de um único condutor".
O corte da internet global no Irão cumpre esta terça-feira 88 dias consecutivos, somando-se às quase três semanas de apagão durante os protestos anti-governamentais de janeiro, nos quais se chegou a pedir o fim da República Islâmica.
Guarda Revolucionária do Irão reivindica abate de drone americano
O Irão reivindicou hoje ter abatido um drone norte-americano e disparado contra outras aeronaves que entraram no espaço aéreo do país do Médio Oriente, segundo a Guarda Revolucionária do regime islâmico.
"Aeronaves americanas entraram no espaço aéreo iraniano na região do golfo Pérsico e as unidades de defesa aérea da Guarda Revolucionária Islâmica identificaram e abateram um drone MQ-9", lê-se em comunicado oficial.
As defesas aéreas também "dispararam contra um drone RQ-4 e um caça F-35", segundo o texto, sem especificar a data de tais incidentes.
Entretanto, o governo iraniano acusou Estados Unidos de"testarem o poder destrutivo de um novo sistema de armas" no ataque de 28 de fevereiro contra um complexo desportivo, em Lamerd, que fez 25 mortos e mais de 100 feridos e que Teerão descreveu como "um crime de guerra desprezível".
O porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmaeil Baqaei, afirmou que aquela ofensiva, no mesmo dia do bombardeamento sobre uma escola em Minab -- provocando mais de 150 mortos, na maioria estudantes -, foi executado com um míssil que "explode no ar antes do impacto, libertando 180.000 submunições de tungsténio".
"Não há mais dúvidas de que os Estados Unidos atacaram deliberadamente um bairro residencial e um complexo desportivo civil em Lamerd. Não foi um erro. Foi uma decisão calculada para testar o poder destrutivo de um novo sistema de armas contra civis iranianos", disse Baqaei.
O jornal norte-americano The New York Times noticiou, no final de março, o uso daquele tipo de projétil no ataque, mas o porta-voz do Comando Central dos EUA (CENTCOM), Tim Hawkins, recusou as acusações.
"A nação iraniana jamais esquecerá os seus filhos e as suas filhas mártires. Não esqueceremos nem perdoaremos este crime", concluiu o porta-voz do ministério das Negócios Estrangeiros iraniano.
Líder supremo do Irão prevê que Israel vai acabar e EUA perdem poder
O líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, considerou hoje que os Estados Unidos estão a perder poder no Médio Oriente e que Israel se aproxima do fim, numa mensagem alusiva à peregrinação anual a Meca.
"Os Estados Unidos não só deixarão de ter um refúgio seguro para as suas irregularidades e para estabelecer bases militares na região, como, dia após dia, se afastam mais da antiga posição", afirmou.
Mojtaba Khamenei não é visto em público nem em imagens desde que foi nomeado líder supremo, em 08 de março, em substituição do pai, Ali Khamenei, assassinado no primeiro dia da guerra israelo-americana contra o Irão.
O líder religioso considerou que, após a guerra com o Irão iniciada em 28 de fevereiro, "os ponteiros do relógio não vão voltar atrás".
"As nações e os territórios da região já não servirão de escudo para as bases norte-americanas", afirmou, citado pela agência de notícias espanhola EFE.
O Irão reagiu à ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel com ataques contra bases norte-americanas no Médio Oriente, e com o bloqueio do estreito de Ormuz.
Khamenei disse também que "o tumor cancerígeno" israelita se aproxima "das etapas finais da miserável existência", tal como previu o pai há 10 anos, quando disse que Israel não sobreviveria mais de 25 anos.
O líder político e religioso iraniano publicou a mensagem a propósito do início do 'hajj', a peregrinação anual sagrada dos muçulmanos a Meca, onde se espera a presença de mais de 1,5 milhões de pessoas.
A peregrinação à cidade localizada na Arábia Saudita ocorre numa altura em que o Irão e os Estados Unidos intensificaram os esforços para pôr fim à guerra.
As duas partes têm estado a negociar nos últimos dias um acordo para cessar as hostilidades e reabrir o estreito de Ormuz, deixando para mais tarde as discussões sobre o programa nuclear iraniano.
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou hoje que subsistem algumas divergências na versão inicial que vão demorar alguns dias a resolver.
A guerra causou milhares de mortos em vários países do Médio Oriente, sobretudo no Irão e no Líbano, que foi arrastado para o conflito pelos ataques contra Israel do grupo libanês pró-iraniano Hezbollah.
O bloqueio do estreito de Ormuz e a guerra em si, com algumas infraestruturas petrolíferas sob ataque, provocaram uma subida dramática dos preços do petróleo e o receio de uma recessão económica global.
O Japão, que tem uma das economias mais robustas do mundo, anunciou na segunda-feira que vai aprovar um orçamento suplementar para ajudar a população a enfrentar o aumento do custo de vida causado pela guerra no Médio Oriente.
EUA sancionam autoridade iraniana que gere trânsito no Estreito de Ormuz
Washington sancionou na quarta-feira a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA, na sigla em inglês), considerando-a uma nova tentativa por parte do Irão de tirar proveito económico dos navios que transitam pelo Estreito de Ormuz.
O Escritório de Controlo de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês) do Departamento do Tesouro norte-americano incluiu esta entidade numa "Lista de Nacionais Especialmente Designados e Pessoas Bloqueadas", por considerar que a PGSA assistiu, patrocinou ou forneceu apoio financeiro, material ou tecnológico, bem como bens ou serviços, ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irão ou em seu benefício.
A PGSA é um organismo do Governo iraniano criado para gerir os pedidos de passagem pelo estreito de Ormuz, tendo publicado na semana passada um mapa em que reafirma as reivindicações de Teerão sobre uma ampla área marítima do estreito.
Entre as exigências recentes de Teerão para o trânsito por Ormuz incluem-se o pagamento de portagens - em moeda fiduciária, ativos digitais, compensações, trocas informais ou outros pagamentos em espécie - ou a providenciação de informação sensível sobre os navios.
O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, declarou que a ação visa "a tentativa mais recente do Exército iraniano de extorquir o comércio marítimo mundial, prova de que a ofensiva 'Fúria Épica' deixou o regime desesperado por obter dinheiro".
Com a inclusão nesta lista, todos os bens e direitos da Autoridade que se encontrem nos Estados Unidos ou sob posse ou controlo de pessoas norte-americanas ficam bloqueados e devem ser comunicados.
Também ficam bloqueadas as entidades que a Autoridade detenha, direta ou indiretamente, individualmente ou em conjunto, em 50% ou mais.
Entre as proibições impostas pela OFAC está a realização de qualquer contribuição ou fornecimento de fundos, bens ou serviços por parte ou em benefício da PGSA, bem como a receção de qualquer contribuição ou fornecimento de fundos, bens ou serviços para o organismo.
Instituições financeiras podem correr também o risco de serem alvo de sanções por participarem em determinadas transações ou atividades que envolvam organismos bloqueados, neste caso a PGSA.
O Departamento do Tesouro tem privado o regime iraniano de receitas para os seus programas de armamento, para os programas semelhantes de grupos aliados e destinados a alegadas ambições nucleares.
"Sob a liderança do Presidente Trump, continuaremos implacáveis no esforço para restringir a rede de embarcações e intermediários", acrescentou Bessent.
As forças norte-americanas realizaram ataques contra o Irão na quarta-feira, depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter afirmado que Teerão está a "negociar em lume brando".
No mesmo dia, Trump manifestou confiança numa reunião do seu gabinete de que a sua Administração está a avançar na resolução da guerra, embora as negociações permaneçam incertas.
EUA realizam novos ataques contra o Irão apesar de negociações em curso
As forças norte-americanas realizaram um ataques contra o Irão na quarta-feira, depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter afirmado que Teerão está a "negociar em lume brando".
Segundo responsáveis norte-americanos, que pediram para não ser identificados, em comentários à AP, o Comando Central dos EUA abateu quatro drones iranianos de ataque que representavam uma ameaça na zona do Estreito de Ormuz.
O exército norte-americano atingiu ainda uma estação de controlo terrestre em Bandar Abbas que se preparava para lançar um quinto drone. A cidade ocupa uma posição estratégica no Estreito de Ormuz, e é a localização da principal base da Marinha iraniana.
Os detalhes surgiram após Trump, numa reunião de gabinete, ter manifestado confiança de que a sua Administração está a avançar na resolução da guerra, embora as negociações permaneçam incertas.
Trump está a procurar um acordo que reabra o Estreito de Ormuz e lhe permita apresentar como vitória a redução da capacidade nuclear iraniana, encerrando um conflito politicamente impopular entre os republicanos.
A disputa coincide com a aproximação das eleições intercalares dos Estados Unidos e que vão definir o controlo do Congresso, num contexto de preocupação republicana com a subida dos custos e dos preços dos combustíveis.
O líder republicano rejeitou, porém, que o calendário eleitoral esteja a condicionar a estratégia.
"Pensaram que iam esperar a pensar que 'ele tem as intercalares', mas eu não me importo com as intercalares", disse.
"Eles querem muito fazer um acordo. Até agora não conseguiram. Não estamos satisfeitos, mas vamos estar, ou então teremos de finalizar o nosso objetivo", acrescentou.
Os novos ataques seguiram-se a operações "defensivas" contra lançadores de mísseis e embarcações de minas no sul do Irão, na segunda-feira. Washington sublinhou que tem agido com contenção, dado o frágil cessar-fogo que se mantém há semanas.
Entre os pontos em aberto está a entrega do 'stock' de urânio altamente enriquecido por parte de Teerão, em troca de alívio das sanções. Trump já disse que "não ficaria confortável" se a Rússia ou a China recebessem esse material.
Segundo a Agência Internacional de Energia Atómica, o Irão possui 440,9 quilos de urânio enriquecido até 60%, a um passo dos níveis de 90% necessários para uso militar.
Outra questão é se o cessar-fogo abrangerá também as operações israelitas contra o Hezbollah no Líbano.
O memorando em preparação prevê tréguas entre os EUA e o Irão e os seus aliados, mas ressalva o direito de Israel agir em legítima defesa.
Trump defendeu ainda que países como Kuwait, Arábia Saudita, Qatar e Paquistão adiram aos Acordos de Abraão, assinados no seu primeiro mandato para normalizar relações com Israel.
A proposta foi recebida com um "silêncio atónito", segundo diplomatas do Golfo, embora outras fontes tenham garantido à AP que houve respostas positivas.
Teerão anuncia ataque contra base norte-americana (em resposta)
A Guarda da Revolução Islâmica iraniana anunciou hoje que lançou um ataque contra uma base aérea dos EUA em resposta a uma ofensiva norte-americana anterior contra o sul do país, enquanto decorrem negociações entre ambos os países.
"Na sequência do ataque perpetrado esta madrugada pelo Exército norte-americano contra um local próximo do aeroporto de Bandar Abbas (cidade do sul do Irão, perto do Estreito de Ormuz) com mísseis aéreos, a base aérea norte-americana, origem da agressão, foi atacada às 04h50 (01h20 TMG)", indicou a Guarda num comunicado divulgado pela agência noticiosa Tasnim, ligada ao corpo militar.
O comunicado não especifica a localização da base norte-americana.
"Esta resposta é um aviso sério para que o inimigo saiba que a agressão não ficará impune e que, caso se repita, a nossa resposta será ainda mais contundente", acrescenta o texto.
Anteriormente, funcionários citados pela imprensa norte-americana referiram que as forças armadas dos EUA tinham atacado instalações no sul do Irão e abatido quatro drones lançados contra navios norte-americanos, numa operação reivindicada como um ato de "autodefesa".
Na sequência deste incidente e antes de anunciar o ataque contra a base aérea norte-americana, o Irão informou que tinha bloqueado a passagem pelo Estreito de Ormuz a quatro embarcações dos EUA, segundo a Tasnim.
"Fontes militares indicam que, no incidente ocorrido esta madrugada em Bandar Abbas, quatro embarcações tentaram atravessar o Estreito de Ormuz sem autorização e foram obrigadas a parar e regressar após tiros de aviso da Marinha iraniana", relatou a agência iraniana.
O Irão e os Estados Unidos completam hoje três meses de guerra, com negociações em curso para pôr fim ao conflito e reabrir Ormuz, ponto-chave para o comércio energético mundial.
Kuwait abate mísseis e drones após anúncio de ataque iraniano
O estado-maior do exército do Kuwait relatou hoje que as suas defesas antiaéreas intercetaram mísseis e drones lançados sobre o seu território, após o Irão ter anunciado um ataque contra uma base norte-americana na região.
No comunicado das autoridades locais lê-se que "as defesas kuwaitianas estão a repelir ataques com mísseis e drones", sem especificar qual zona do país do golfo Pérsico que foi atacada ou adiantar mais pormenores.
O texto avisa que "quaisquer explosões ouvidas se devem à interceção de ataques pelos sistemas de defesa aérea" e pede "a todos que sigam as instruções de segurança emitidas pelas autoridades competentes".
O incidente ocorreu pouco depois de a Guarda Revolucionária iraniana anunciar também em comunicado que tinha lançado um ataque contra uma base aérea norte-americana em resposta a uma ofensiva anterior dos Estados Unidos no sul do país.
Entretanto, continuam as negociações indiretas entre Washington e Teerão para pôr fim ao conflito e reabrir o estreito de Ormuz, com uma reunião, hoje, entre o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e o ministro dos Negócios Estrangeiros do Paquistão, Ishaq Dar, intermediário.
Desde que o cessar-fogo anunciado em 08 de abril entre entrou em vigor, o Kuwait relatou vários ataques contra seu território e infraestruturas estratégicas.
Irão ataca Kuwait com mísseis e drones e ameaça cessar-fogo no Golfo
O Kuwait condenou hoje ataques com mísseis e drones atribuídos ao Irão, enquanto as Forças Armadas norte-americanas classificaram a ofensiva como uma "violação flagrante do cessar-fogo" alcançado no mês passado entre Washington e Teerão.
Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Kuwait expressou a sua "mais veemente condenação aos ataques criminosos iranianos contra o território do Estado do Kuwait com mísseis e drones, numa escalada perigosa".
As autoridades kuwaitianas anunciaram anteriormente que o país tinha sido alvo de um ataque, sem especificar os alvos atingidos nem a extensão dos danos.
Horas depois, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irão lançou um ataque de retaliação contra uma base aérea norte-americana na região do Golfo, após recentes bombardeamentos dos Estados Unidos contra posições iranianas no sul do país.
Teerão não identificou o alvo exato da operação, nem esclareceu se o ataque referido correspondia ao incidente anunciado pelo Kuwait.
As Forças Armadas norte-americanas confirmaram, entretanto, que os sistemas de defesa do Kuwait intercetaram os mísseis iranianos lançados durante a noite de quarta-feira.
O ataque constitui o mais recente episódio a fragilizar o cessar-fogo alcançado após semanas de confrontos entre os Estados Unidos e o Irão, numa altura em que decorrem negociações indiretas para tentar estabilizar a região e reabrir o Estreito de Ormuz.
Na segunda-feira, o Pentágono anunciou ataques "defensivos" contra locais de lançamento de mísseis, embarcações lançadoras de minas e drones iranianos no sul do Irão, alegando que representavam ameaças à navegação junto ao Estreito de Ormuz.
Na quarta-feira à noite, responsáveis norte-americanos disseram ainda que as forças dos EUA abateram quatro drones iranianos e destruíram uma estação de controlo terrestre em Bandar Abbas, que estaria prestes a lançar outro aparelho não tripulado.
A Guarda Revolucionária confirmou um ataque nas imediações do Aeroporto Internacional de Bandar Abbas e afirmou ter retaliado contra a base aérea de onde alegadamente partiu a ofensiva norte-americana.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou entretanto que continua confiante na possibilidade de alcançar um acordo com o Irão para pôr termo à guerra e reabrir o Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de um quinto do petróleo e gás natural comercializado a nível mundial.
Washington pretende igualmente que Teerão abdique das suas reservas de urânio altamente enriquecido, enquanto o Irão exige o levantamento das sanções económicas e a libertação de ativos congelados no estrangeiro.
O conflito no Golfo tem provocado volatilidade nos mercados energéticos internacionais, com sucessivos aumentos nos preços do petróleo e dos combustíveis.
Líder supremo iraniano acusa EUA e Israel de quererem subjugar país
O líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, acusou hoje Estados Unidos e Israel de tentarem "colocar a nação de joelhos", após os ataques desta semana, considerados os mais graves desde o cessar-fogo de 08 de abril.
"O plano cego do inimigo é criar divisão e destruição para compensar as suas derrotas militares e colocar a nação de joelhos", disse Khamenei através de um comunicado.
Na mensagem, que foi lida na televisão estatal sem que o líder supremo do Irão se tenha mostrado, Khamenei voltou a apelar à unidade nacional e à coesão entre os iranianos.
Mojtaba Khamenei, de 56 anos, sucedeu ao pai, Ali Khamenei, que foi morto no primeiro dia dos ataques aéreos conjuntos dos EUA e Israel, a 28 de fevereiro, que desencadearam retaliações de Teerão em toda a região.
Ferido nestes ataques, o novo líder supremo não aparece em público desde então.
Segundo o Ministério da Saúde iraniano, Khamenei sofreu "ferimentos superficiais na cara, cabeça e pernas", mas o secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, garante que o líder do país está "muito ferido e provavelmente desfigurado".
Os Estados Unidos voltaram, hoje de madrugada, a lançar ataques sobre o Irão, alegadamente a instalações militares situadas no sul do país, na zona costeira de Bandar Abbas.
O ataque, realizado numa altura em que os representantes dos dois países continuam as negociações para transformar o frágil cessar-fogo num acordo de paz definitivo, foi justificado por Washington com a necessidade de agir em legítima autodefesa para neutralizar ameaças iminentes contra as suas forças armadas e contra o tráfego marítimo internacional no estreito de Ormuz.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão já tinha condenado, hoje de manhã, o ataque e reafirmado a determinação da República Islâmica em defender a soberania nacional e integridade territorial.
Considerando a investida como uma violação do cessar-fogo de 08 de abril e uma "violação flagrante do direito internacional e da Carta das Nações Unidas", o porta-voz do ministério garantiu que Teerão adotará "todas as medidas necessárias para defender a soberania nacional e integridade territorial".
A Guarda Revolucionária iraniana afirmou, entretanto, que respondeu aos ataques com o bombardeamento de uma base dos Estados Unidos na região, embora não tenha especificado a localização.
O Kuwait anunciou pouco depois que tinha intercetado mísseis e drones lançados sobre o país.
Já na segunda-feira, os Estados Unidos tinham bombardeado o sul do Irão, destruindo lançadores de mísseis e barcos iranianos que tentavam colocar minas no Estreito de Ormuz.
Irão realiza disparos de advertência contra "navios infratores" em Ormuz
As Forças Armadas iranianas realizaram hoje disparos de advertência contra "navios infratores" no Estreito de Ormuz, num contexto de crescente incerteza sobre as negociações com os Estados Unidos.
Meios de comunicação social iranianos noticiaram durante a madrugada o lançamento de mísseis a partir da região sul do país, assegurando que "a origem das explosões veio do mar e esteve relacionada com uma troca de disparos para alertar os navios infratores no Estreito de Ormuz", informou a agência Tasnim, que cita um relatório do Exército.
A agência britânica de Operações Comerciais Marítimas (UKMTO), que monitoriza a segurança de navios e marinheiros em todo o mundo, não anunciou qualquer incidente na região.
Entretanto, uma fonte militar confirmou à agência Tasmin - associada à Guarda da Revolução Islâmica -, que um drone norte-americano foi intercetado perto da cidade de Bushehr, um dos quatro principais portos do país no Golfo Pérsico, sem especificar se o incidente está relacionado com o do Estreito de Ormuz.
Outra agência de notícias iraniana, a Fars, assinalou na plataforma de mensagens Telegram "a possibilidade de um confronto nas águas" da região.
Washington assegurou hoje que, apesar dos ataques intermitentes na região em guerra, o "cessar-fogo mantém-se", enquanto as partes chegam a um consenso sobre um texto comum que ponha fim ao conflito, que começou em 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva conjunta contra o Irão.
Na quinta-feira, a Casa Branca afirmou ter chegado a um acordo com o Irão, o que Teerão negou.