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Alerta para a falta de espiões nas secretas
Comissão que fiscaliza SIS e SIED assume problemas no recrutamento e retenção e avisa que o não acesso aos metadados limita a capacidade operacional.
As secretas portuguesas - SIS e SIED - lutam contra a escassez de recursos humanos e queixam-se de instalações insuficientes, concebidas para acolher apenas o SIS e para onde foram, entretanto, o SIED e as estruturas comuns da entidade que as coordena, o SIRP (Serviço de Informações da República Portuguesa). A “circunstância tem vindo a gerar constrangimentos relevantes ao nível da capacidade instalada”, alerta o relatório de 2025 do Conselho de Fiscalização do Sistema de Informações da República Portuguesa (CFSIRP), entregue no parlamento.
Este órgão alerta ainda para o “constrangimento” que é o não acesso das secretas aos metadados de comunicações e Internet, um vazio que “limita significativamente a capacidade operacional dos serviços de informações” - está vedado o acesso a dados “essenciais à prevenção e deteção de ameaças à segurança nacional” como terrorismo, espionagem, crime organizado transnacional, ameaças híbridas e cibercrime.
O CFSIRP sugere uma revisão constitucional que resolva o assunto e coloque Portugal “em linha com os padrões europeus de segurança”. Os fiscalizadores, liderados por Constança Urbano de Sousa, antiga ministra da Administração Interna, analisaram as políticas de recursos humanos, incluindo recrutamento de espiões, tendo ficado assinalada no relatório a implementação do novo estatuto de pessoal, a avaliação de desempenho, integração de novos oficiais de informações, entre outros.
Mas, num contexto internacional cada vez mais exigente, é destacada a “crescente dificuldade na retenção de profissionais altamente qualificados, em especial nas áreas tecnológicas e de cibersegurança, o que constitui um desafio estrutural relevante”. É sublinhada a importância do SIRP ter autonomia reforçada na gestão dos recursos humanos, para atrair e reter “talento”.
O CFSIRP alerta ainda para a necessidade de “recrutamento regular”, elogiando as campanhas públicas e transparentes de recrutamento. Os fiscalizadores realizaram ao longo do ano ações inspetivas e assinalam “progressos relevantes” na modernização tecnológica das secretas - “em particular no que respeita à implementação do novo sistema integrado de informação e comunicação”, que reforça a segurança e eficácia do serviço.
Foram alvo de discussões a inteligência artificial e a perspetiva de investimento em novas ferramentas tecnológicas para análise de fontes abertas, fundamentais “no atual contexto digital” e numa “conjuntura marcada pela volatilidade informativa, por ameaças híbridas e pelo cibercrime”.
Criar carreira
Embora não esteja na estrutura do SIRP, o CFSIRP fiscaliza ainda o CISMIL, o centro de informações das Forças Armadas, e alerta que a rotatividade do pessoal associada à gestão das carreiras dos militares “poderá constituir um constrangimento”, pelo que é “pertinente” criar uma carreira ou regime específico.
Secreta externa
O SIED, que atua fora de Portugal, assegurou em 2025 “níveis consistentes” de produção apesar da falta de recursos humanos e materiais, é referido.
SIS
O SIS (que atua no âmbito da segurança interna) trabalhou em 2025 em conformidade com as prioridades políticas e no respeito pela lei, refere o CFSIRP, que assegura não ter tido constrangimentos no acesso às informações.
Correio da Manhã
Comissão que fiscaliza SIS e SIED assume problemas no recrutamento e retenção e avisa que o não acesso aos metadados limita a capacidade operacional.
As secretas portuguesas - SIS e SIED - lutam contra a escassez de recursos humanos e queixam-se de instalações insuficientes, concebidas para acolher apenas o SIS e para onde foram, entretanto, o SIED e as estruturas comuns da entidade que as coordena, o SIRP (Serviço de Informações da República Portuguesa). A “circunstância tem vindo a gerar constrangimentos relevantes ao nível da capacidade instalada”, alerta o relatório de 2025 do Conselho de Fiscalização do Sistema de Informações da República Portuguesa (CFSIRP), entregue no parlamento.
Este órgão alerta ainda para o “constrangimento” que é o não acesso das secretas aos metadados de comunicações e Internet, um vazio que “limita significativamente a capacidade operacional dos serviços de informações” - está vedado o acesso a dados “essenciais à prevenção e deteção de ameaças à segurança nacional” como terrorismo, espionagem, crime organizado transnacional, ameaças híbridas e cibercrime.
O CFSIRP sugere uma revisão constitucional que resolva o assunto e coloque Portugal “em linha com os padrões europeus de segurança”. Os fiscalizadores, liderados por Constança Urbano de Sousa, antiga ministra da Administração Interna, analisaram as políticas de recursos humanos, incluindo recrutamento de espiões, tendo ficado assinalada no relatório a implementação do novo estatuto de pessoal, a avaliação de desempenho, integração de novos oficiais de informações, entre outros.
Mas, num contexto internacional cada vez mais exigente, é destacada a “crescente dificuldade na retenção de profissionais altamente qualificados, em especial nas áreas tecnológicas e de cibersegurança, o que constitui um desafio estrutural relevante”. É sublinhada a importância do SIRP ter autonomia reforçada na gestão dos recursos humanos, para atrair e reter “talento”.
O CFSIRP alerta ainda para a necessidade de “recrutamento regular”, elogiando as campanhas públicas e transparentes de recrutamento. Os fiscalizadores realizaram ao longo do ano ações inspetivas e assinalam “progressos relevantes” na modernização tecnológica das secretas - “em particular no que respeita à implementação do novo sistema integrado de informação e comunicação”, que reforça a segurança e eficácia do serviço.
Foram alvo de discussões a inteligência artificial e a perspetiva de investimento em novas ferramentas tecnológicas para análise de fontes abertas, fundamentais “no atual contexto digital” e numa “conjuntura marcada pela volatilidade informativa, por ameaças híbridas e pelo cibercrime”.
Criar carreira
Embora não esteja na estrutura do SIRP, o CFSIRP fiscaliza ainda o CISMIL, o centro de informações das Forças Armadas, e alerta que a rotatividade do pessoal associada à gestão das carreiras dos militares “poderá constituir um constrangimento”, pelo que é “pertinente” criar uma carreira ou regime específico.
Secreta externa
O SIED, que atua fora de Portugal, assegurou em 2025 “níveis consistentes” de produção apesar da falta de recursos humanos e materiais, é referido.
SIS
O SIS (que atua no âmbito da segurança interna) trabalhou em 2025 em conformidade com as prioridades políticas e no respeito pela lei, refere o CFSIRP, que assegura não ter tido constrangimentos no acesso às informações.
Correio da Manhã
