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"De acordo com as contas da DECO PROteste, se no início de 2025 bastavam 1,61 euros para comprar meia dúzia de ovos, a 31 de dezembro desse ano, meia dúzia de ovos custava já 2,12 euros (mais 31,58 por cento). Trata-se do valor mais elevado desde que a organização de defesa dos consumidores começou a monitorizar o preço de um cabaz alimentar com 63 bens essenciais, a 5 de janeiro de 2022", explica a organização.
Segundo a organização de defesa do consumidor, "alguns produtores de ovos justificaram a subida de preços não só com um aumento do consumo interno, bem como com algumas reincidências de gripe aviária na Europa e a pressão exercida pelo mercado dos EUA, que, face à escassez de produto no país, teve de encontrar mercados exportadores alternativos".
Como está o preço dos ovos?
Nos primeiros três meses de 2026, refira-se, o preço dos ovos continuou em níveis elevados: "Entre 7 de janeiro e 4 de março, manteve-se nos 2,12 euros. Contudo, até à última semana de março baixou ligeiramente para os 2,10 euros (menos 0,82 por cento)".
A organização recorda que, em 2025, o preço dos ovos atingiu valores recorde, porque "um surto de gripe aviária nos Estados Unidos da América dizimou milhões de aves e provocou uma quebra na produção, esvaziando as prateleiras dos supermercados do país".
Ora, em Portugal, "depois de um grande aumento em 2022, a evolução do preço dos ovos foi de relativa estabilidade, com alguns picos pontuais".
"Os dados divulgados pelo Observatório de Preços Agroalimentar, lançado em 2023, também o confirmam. No entanto, esta tendência de estabilidade foi interrompida em 2025, com os ovos a atingirem nesse ano o preço mais elevado desde janeiro de 2022, quando a DECO PROteste iniciou a monitorização do preço de um cabaz com 63 bens alimentares essenciais", explica.
Cabaz alimentar está em máximos
De recordar que o cabaz alimentar monitorizado semanalmente pela organização voltou a atingir um novo recorde na última semana: custa agora 254,40 euros.
"O cabaz de 63 bens alimentares monitorizado pela DECO PROteste desde janeiro de 2022 também nunca tinha estado tão caro e continua a bater recordes de preço todas as semanas", explica a organização de defesa do consumidor.
Na última semana, refira-se, "apesar de ter registado uma subida de apenas 8 cêntimos (0,03%), voltou a atingir um novo máximo histórico: 254,40 euros".
"Desde o início do ano, a subida foi já de 12,57 euros (mais 5,2 por cento). A 5 de janeiro de 2022, para comprar exatamente os mesmos produtos, os consumidores gastavam menos 66,70 euros (menos 35,53 por cento)", pode ler-se no site da organização.
A DECO PROteste explica que os "preços do peixe e dos hortofrutícolas foram os que mais aumentaram nos primeiros três meses do ano", sendo que, "no peixe, entre 7 de janeiro e 25 de março, a subida foi de 7,68 por cento" e "nas frutas e nos legumes chegou já aos 6,43 por cento".
"Um cabaz com um quilo de 13 frutas e legumes, como laranja, maçã gala, banana, tomate, couve-flor ou alface, custava 28,51 euros na primeira semana do ano. Agora, custa 30,34 euros. Já um cabaz com um quilo de oito variedades de peixe — bacalhau graúdo, dourada, salmão, pescada fresca, carapau, peixe-espada-preto, robalo e perca — passou de 84,43 euros para 90,91 euros em apenas três meses", contabiliza a organização.
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